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Brasília - O ministro da Pesca,
Altemir Gregolin, rebateu hoje (6) as críticas de que o
ministério teria sido criado por medida provisória na
semana passada e não por projeto de lei. "A medida
provisória é um instrumento que se justifica pela
relevância do tema e pela urgência, no sentido de que hoje
há necessidade de aumentar a produção de
alimentos", disse hoje depois de encontro com o presidente do
Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
Gregolin esteve no
Senado um dia depois de o presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), ter criticado o instrumento de criação
do ministério que funcionava como secretaria há seis
anos. A medida provisória aguarda votação na
Câmara antes de seguir para o Senado, mas ainda não há
acordo quanto à aprovação do texto.
O ministro garantiu que
haverá concurso público para preenchimento de vagas e
afirmou que Garibaldi Alves se mostrou disposto a trabalhar pela
aprovação da proposta. "A secretaria promoveu
avanços importantes, mas a estruturação do
ministério dá uma condição muito maior
para desenvolver essa política", justificou. "O
ministério vai ter um quadro próprio de pessoal
concursado", completou.
Mas, de imediato, a
medida provisória que transformou em ministério a
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca criou 295 cargos que
podem ser preenchidos sem concurso público. O novo ministério
vai absorver 150 cargos de Direção e Assessoramento
Superior (DAS). Os ocupantes desses cargos são nomeados pelos
ministros com salários que variam de R$ 1.977,31 a R$ 10.448.
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