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Brasília - Um
encontro, marcado inicialmente para tratar do projeto que coíbe
o abuso de autoridade, acabou servindo para aparar as arestas entres
entre os Poderes Legislativo e Judiciário. Hoje (6), os presidentes
da Câmara, Arlindo Chinaglia, do Supremo Tribunal Federal
(STF), Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República,
Antônio Fernando de Souza, afinaram o discurso de que não há
crise entre as instituições.
Mendes
afirmou que o Legislativo e o Judiciário têm tido
conversas institucionais importantes e que ele tem se tornado um
freqüentador assíduo do Congresso. “Essas tensões
dialéticas são normais, porque o tribunal atua como
legislador negativo quando caça decisões do Congresso
Nacional”, argumentou. “Há uma compreensão do papel
elevado do Congresso e da política na democracia”, completou
Mendes.
Arlindo Chinaglia, por sua vez, afirmou que sempre é
possível “aperfeiçoar” a relação. “É
possível e necessário aperfeiçoar, mas não
trabalho com a idéia de que o conflito natural de idéias
traga qualquer dificuldade de entendimento para que cada instituição
cumpra seu papel”, disse Chinaglia, acrescentando que há "respeito mútuo".
Segundo
o presidente da Câmara, uma prova de que não há
problemas na relação entre Legislativo e Judiciário,
foi o fato de o presidente do STF sugerir, por exemplo, a aprovação
de projeto que proíbe que decisões da Corte, que atinjam
outros Poderes, sejam tomadas por meio de liminar.
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