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Brasília - Se depender dos
sistemas de informática, a meta do Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro) é reduzir de cinco, para um
dia, o tempo médio de permanência de navios nos portos
brasileiros. Para isso, o Serpro está redesenhando os sistemas
que atendem à área e aos órgãos governamentais
envolvidos com a atividade de comércio exterior.
Essa reestruturação
na área do comércio exterior é um dos macroprocessos iniciados no ano passado pela empresa, ligada ao
Ministério da Fazenda, e que deverão entrar em
funcionamento a partir de janeiro do próximo ano. O redesenho
envolve a unificação e o aperfeiçoamento dos
sistemas já existentes que servem para controle tributário,
de segurança e sanitário das importações
e exportações.
“Todos os nossos
'macroprocessos' precisam funcionar a partir do ano que vem. Não
vamos refazer tudo. Alguns sistemas serão integrados, outros
adaptados, mas, a partir do ano que vem, já temos que ter
resultados”, enfatizou o
diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni.
Atualmente, para chegar
com uma carga no Brasil, um navio passa por cinco sistemas de
informação diferentes. Três deles são
administrados pelo Serpro: Siscomex (Sistema Integrado de Comércio
Exterior), o sistema da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) e o sistema da Marinha Mercante. Além disso,
existem o sistema do próprio porto e os sistemas estaduais, no
caso dos portos de gestão pública.
“Esses sistemas
serão integrados. É claro que existem outros fatores
que acabam por aumentar o tempo de permanência [do navio no porto] mas, se depender
de sistema, o tempo será reduzido”, garante Mazoni. Os
atuais sistemas começaram a funcionar há quatro anos,
e, de acordo com Mazoni, foram criados para atender ainda uma demanda
quatro vezes menor de importação e exportação.
“Nós saímos
de um patamar de US$ 40 bilhões para US$ 160 bilhões de
fluxo financeiro entre importações e exportações.
Os sistemas existentes hoje foram feitos para atender a outra
realidade. Isso fez com a gente tivesse uma carga maior e a
necessidade de agilizar o processo”.
Segundo Mazoni, além de
agilizar, o sistema integrado permitirá
o acompanhamento da carga até o destino
final. Um aviso à Marinha Mercante, por exemplo, não
precisa ser feito somente quando o navio chegar no porto. Pode
ser feito quando chegar à costa.
"A Marinha já pode
disparar informações para a Anvisa e para o Siscomex.
Isso ainda vai permitir o acompanhamento dessa carga até o seu
destino final com todo controle, tanto no que diz respeito à
questão sanitária, quanto à questão
tributária, tudo feito de forma automática”, explicou
Mazoni.
O Serpro também desenvolve um macroprocesso para a área
tributária e orçamentária. Nesse caso, há
um esforço para acompanhar o Orçamento da União
em todas as suas fases, desde a elaboração até a
execução, passando inclusive pela fase de aprovação.
No caso da área tributária, segundo Mazoni, as ações
envolvem a integração com os sistemas estaduais e
municipais.
“O contribuinte será
visto de forma integral, com se ele tivesse uma conta corrente, não
como o contribuinte desse ou daquele tributo, como ocorre hoje. Hoje,
quem está em dia faz parte de um sistema de dados e quando ele
se torna inadimplente, migra para outro banco de dados. O
contribuinte em dia precisa ter sua vida facilitada”.
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