



|
São Paulo - Ao comentar as críticas
dos militares que se reuniram hoje (7) no Clube Militar (RJ), à
sugestão de punição dos acusados de tortura e
outros crimes contra presos políticos, cometidos por membros
das Forças Armadas nos anos 70 e 80, o ministro da Justiça,
Tarso Genro, disse que o país vive um estado democrático
de direito e “nada impede que eles façam suas críticas”.
As críticas
foram feitas em carta divulgada após a reunião, da qual
participaram militares da ativa e da reserva. Tarso Genro,
entretanto, reafirmou sua posição: “Não quero
a revisão da lei [de Anistia]. O que discutimos é
que os tratados internacionais não consideram a tortura como
crime político”.
O ministro fez as
declarações em entrevista coletiva, após
participar da apresentação do tema da Campanha da
Fraternidade 2009 – Fraternidade e Segurança Pública
-, no Expo Center Norte, região norte da capital paulista.
“Toda questão
de punição ou não-punição é
da Justiça. Não cabe ao Ministério da Justiça
a discussão da punibilidade. Quem está fazendo isso é
o Ministério Público”, enfatizou Tarso Genro.
|
|