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Brasília - O ministro da
Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana,
denunciou hoje (7) a utilização de recursos públicos
para financiar atos de violência, com o objetivo de impedir que
os eleitores participem do referendo revogatório marcado para
o próximo domingo (10).
Para Quintana, essa atitude é
um complô não apenas contra o governo, mas contra a
Constituição boliviana. As informações
são da Agência Boliviana de Información (ABI), órgão
oficial do governo.
Segundo o ministro, o
país encontra-se no início de um “verdadeiro golpe de
estado contra a ordem constitucional”. Para ele, a estratégia
já não é oprimir a realização do
referendo, mas derrubar o presidente da República e
desequilibrar a ordem democrática.
De acordo com a ABI, as
declarações foram dadas na manhã de hoje à
emissora de rádio Patria Nueva. Quintana comparou o uso de
recursos das prefeituras dos departamentos (estados) de Beni, Pando,
Santa Cruz e Tarija para financiar a violência com os golpes de
Estado registrados nos anos 80.
“Para qualquer
cidadão de qualquer outro país onde se vive em
democracia, o que hoje em dia estão fazendo os prefeitos não
é nada mais que um ato de revolta, de desacato, de organização
de forças ilegais, paramilitares, para atentar contra todas as
liberdades públicas”, declarou o ministro.
O ministro também
pediu que a população se mantenha mobilizada para
chegar ao próximo domingo em um ambiente democrático,
lembrando que o referendo é a única ferramenta
democrática para resolver os conflitos do país de forma
pacífica.
No dia 10 de agosto, a
população boliviana participará do referendo
revocatório presidencial, no qual decidirá se o
presidente Evo Morales deve permanecer na chefia do governo, assim
como os governadores de nove departamentos (estados).
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