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7 de Agosto de 2008 - 21h33 - Última modificação em 7 de Agosto de 2008 - 22h15


Vetos à lei dos escritórios de advocacia reforçam prerrogativas de advogados, diz Tarso

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a sanção do projeto de lei que protege os escritórios de advocacia, com os dois vetos, reforça a prerrogativa dos advogados, sem prejudicar as investigações policiais. A afirmação foi feita na noite de hoje (7), em evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro.

Do projeto original, foram vetados dois parágrafos. O parágrafo 5o, que define os instrumentos de trabalho do advogado, e o parágrafo 8o, que prevê que a investigação se restrinja aos instrumentos de trabalho privativos do profissional suspeito, mas não atinja instrumentos compartilhados com outros advogados.

“Discutimos com a OAB e com os magistrados. Fizemos dois vetos, que são vetos que não tiram a centralidade da preocupação da OAB, que preservam e aprofundam as prerrogativas, sem causar qualquer problema para a investigação policial”, afirmou o ministro.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, concordou com as alterações feitas pelo governo federal ao projeto de lei. “O projeto separa o joio do trigo, reconhece, já no inciso II, que são invioláveis os instrumentos e locais de trabalho, em tudo o que se relaciona ao advogado e seu cliente, ou seja, o direito de defesa. Mantendo a exceção, tão-somente, para aqueles cidadãos que se utilizam da condição de advogado para cometer o crime. Nesse caso, a busca e apreensão pode e deve ser decretada. E tem o apoio da OAB”, afirmou.



 


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