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Brasília - A localização das Fundações
Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil
não acompanha a distribuição da pobreza no país.
Enquanto 47,5% dos brasileiros com renda familiar per capita
de até meio salário mínimo mensal em 2005
estavam na Região Nordeste do país, apenas 15,6% dessas
organizações de Assistência social atuavam na
região.
O dado faz parte do estudo sobre as Fundações Privadas e
Associações sem Fins Lucrativos no Brasil (Fasfil), realizado em 2005,
em parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística
(IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Associação
Brasileira de Organizações não Governamentais (Abong) e Grupo de
Institutos, Fundações e Empresas (Gife). O IBGE chama a atenção para o fato de que
as 39,4 mil organizações de Assistência Social
que atendem aos grupos mais vulneráveis da população
(crianças e idosos de baixa renda, adolescentes em conflito
com a lei, pessoas com deficiência) representavam, em 2005,
apenas 11,6% do total das 338 mil Fundações Privadas e
Associações sem Fins Lucrativos existentes no país
à época.
“No entanto, a pobreza é uma das
vulnerabilidades sociais que compõem o campo de ação
da assistência, embora não a única, pois ao seu
lado estão questões como a violência, o abuso e a
exploração sexual de crianças e adolescentes, a
população de rua e diversos problemas [existentes]
no território nacional”, destaca o
IBGE.
Muitas dessas questões sociais, salientam
os envolvidos no estudo, estão
concentrados nos grandes centros urbanos das regiões mais
desenvolvidas.
“Pode ser que essa amplitude de atribuições
do setor explique parcialmente o porque da distribuição
das organizações de Assistência Social não
seguirem necessariamente a distribuição da pobreza do
país”, avalia as entidades.
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