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7 de Agosto de 2008 - 18h49 - Última modificação em 7 de Agosto de 2008 - 18h51


Vanucchi defende "reconciliação com a verdade" em relação a torturas na ditadura

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), reiterou hoje (7) que não é defensor da revisão da Lei de Anistia, mas favorável a correções de fatos ocorridos durante a ditadura militar para restabelecer a verdade. Entre os exemplos, citou a morte do jornalista Wladimir Herzog, apresentada como “suicídio, embora todos saibam que ele morreu em conseqüência de tortura”.

Ele fez a afirmação durante palestra, na manhã de  hoje (7), no seminário internacional A Política dos Direitos Humanos no Brasil e no mundo: Dilemas e Conquista, promovido pelo Departamento de Ciência Política, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (CFFL CH-USP).

“É preciso uma reconciliação com a verdade”, disparou ele, acrescentando que sem os esclarecimentos sobre o que de fato aconteceu nesse período "o Brasil seguirá em frente com a democracia incompleta”. Na avaliação do ministro, o golpe de 31 de março de 1964 “foi um equívoco das Forças Armadas” e que, agora tem de ser, totalmente, esclarecido. “As famílias [dos desaparecidos, vítimas de tortura] têm todo o direito de exigir todas as informações”.

Vanucchi também defendeu a introdução da disciplina de direitos humanos nos exames de ingresso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e informou que tem mantido contato com a instituição para debater o assunto. Ele considera que a questão dos direitos humanos ainda está muito associada aos direitos de pessoas que cumprem penas nos presídios ou que estão detidas acusadas pela prática de crime e aguardam a sentença judicial como se fossem restritos a esse universo.

Por isso, o ministro entende que deve ocorrer um movimento que propague a importância de se combater todos os tipos de violações aos direitos dos cidadãos. Uma sugestão, assinalou,  seria uma mudança nos conceitos pedagógicos, porque as crianças desenvolvem preconceitos por captarem esse tipo de sentimento no comportamentos dos adultos.




 


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