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7 de Agosto de 2008 - 16h54 -
Última modificação
em 7 de Agosto de 2008 - 17h13
Ligações para Central de Atendimento à Mulher crescem 107% este ano
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, fala durante o ato no Palácio do Planalto em comemoração aos dois anos da lei que pune a violência doméstica, ao lado de Maria da Penha, que lutou pela criação da lei
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Brasília - No primeiro semestre deste ano a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – registrou aumento de 107,9% no número de ligações em relação ao mesmo período do ano passado. Foram cerca de 121 mil atendimentos de janeiro a junho de 2008 frente a 58 mil em 2007.
A central, que faz parte da estrutura da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, atende quem busca orientações sobre como fazer denúncias de violência contra a mulher e encaminha os casos aos serviços especializados.
A secretaria atribui o aumento à maior divulgação e aperfeiçoamento do serviço e à capacitação de atendentes. Outro motivo seria a ampliação do número de pessoas que conhecem a Lei Maria da Penha, que pune com mais rigor a violência doméstica contra a mulher.
Uma pesquisa coordenada pelo Instituto Themis e realizada pelo Ibope aponta que 68% da população conhece a Lei Maria da Penha e 83% acreditam que ela contribui para reduzir a violência contra a mulher. “A lei pegou, tanto que 83% sabe não só que a lei existe, mas que é para inibir a violência doméstica contra as mulheres”, afirma a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire.
O estado que registrou o maior número de ligações foi o Distrito Federal. Foram 132,8 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Em segundo está São Paulo, seguido por Pará e Goiás. O último estado da lista é Piauí com 5,8 atendimentos para o universo de 50 mil mulheres. Antecedem o Piauí, os estados do Acre e Maranhão.
Dos 121 mil atendimentos da central, 9.542 eram relatos de agressões. Desses, 61% declararam sofrer agressão diariamente e 17% semanalmente. O tipo de violência mais citada é a física, depois a psicológica. Também estão nos relatos a violência moral, sexual e o cárcere privado.
Quanto ao perfil das mulheres que buscam o serviço, predominam as negras (37,6%), mulheres entre 20 e 40 anos (52,6%) e casadas (23,8%).
A Central de Atendimento à Mulher foi criada em caráter experimental em 2005 e passou a funcionar 24 horas por dia em 2006, inclusive durante os finais de semana.
O título foi alterado para esclarecimento de informações
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