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Rio de Janeiro - Estudantes
universitários e representantes do Grupo Tortura Nunca Mais
fazem um protesto no Centro do Rio pedindo a punição
aos crimes ocorridos durante a ditadura militar.
Carregando faixas
com dizeres como “Ditadura militar sequestrou, torturou e matou.
Sociedade exige punição”, eles fecharam parte da
Avenida Rio Branco em frente ao prédio do Clube Militar. No local está sendo realizada uma reunião - com a presença de 700 militares, a maioria da reserva, e do general Luiz Cesário da Silveira Filho, responsável pelo Comando Militar do Leste - que debate uma possível proposta de
revisão da Lei de Anistia e de punição
a militares envolvidos em atos que feriram os direitos humanos.
Para o vice-presidente
da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tales de Castro, o
país precisa conhecer melhor sua história. “Nós
achamos legítima a audiência pública
que o Ministério da Justiça fez e a proposta de poder considerar os
torturadores e assassinos de estudantes na época da ditadura
não como crime político, mas sim como crime contra a
humanidade”.
“O Brasil vive uma
cultura de impunidade há muito tempo. Várias pessoas
que assassinaram, torturaram, fizeram crimes contra a dignidade
humana estão soltas ocupando cargos públicos
importantes. Eles devem ser punidos, pois tortura é crime
contra a humanidade”, defendeu o estudante.
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