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7 de Agosto de 2008 - 15h45 - Última modificação em 7 de Agosto de 2008 - 15h45


No Rio, manifestantes pedem punição a crimes cometidos durante a ditadura

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Estudantes universitários e representantes do Grupo Tortura Nunca Mais fazem um protesto no Centro do Rio pedindo a punição aos crimes ocorridos durante a ditadura militar.

Carregando faixas com dizeres como “Ditadura militar sequestrou, torturou e matou. Sociedade exige punição”, eles fecharam parte da Avenida Rio Branco em frente ao prédio do Clube Militar. No local está sendo realizada uma reunião - com a presença de 700 militares, a maioria da reserva, e do general Luiz Cesário da Silveira Filho, responsável pelo Comando Militar do Leste - que debate uma possível proposta de revisão da Lei de Anistia e de punição a militares envolvidos em atos que feriram os direitos humanos.

Para o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tales de Castro, o país precisa conhecer melhor sua história. “Nós achamos legítima a audiência pública que o Ministério da Justiça fez e a proposta de poder considerar os torturadores e assassinos de estudantes na época da ditadura não como crime político, mas sim como crime contra a humanidade”.

“O Brasil vive uma cultura de impunidade há muito tempo. Várias pessoas que assassinaram, torturaram, fizeram crimes contra a dignidade humana estão soltas ocupando cargos públicos importantes. Eles devem ser punidos, pois tortura é crime contra a humanidade”, defendeu o estudante. 

 


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