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Brasília - Ao divulgar hoje (7)
o balanço de fiscalização da Secretaria de
Inspeção do Trabalho no primeiro semestre, o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que o número de auditores
fiscais do trabalho está abaixo do ideal. Ele disse que é
difícil realizar concurso público para contratar novos
fiscais porque “muitos reclamam do inchaço do Estado”.
Lupi argumentou que, nos últimos anos, a
população aumentou, o Brasil cresceu, a
empregabilidade, o número de empregos e de empresas aumentou,
e o ministério mantém o mesmo contingente de fiscais.
“Então, não dá. Temos que esclarecer para
opinião pública que, quando o país cresce no
todo, tem que melhorar também a qualidade e a competência
dos seus serviços.”
De acordo com Lupi, atualmente o Ministério
do Trabalho conta com cerca de 3 mil auditores, distribuídos
proporcionalmente pelos estados, conforme o tamanho da população.
O ministro disse que, de acordo com recomendações da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), o
contingente ideal seria de 4,5 mil fiscais. “Mais 50% do efetivo
atual.”
“É um time de primeira [o de
auditores]”, afirmou Lupi, apontando como principal dificuldade
para a realização de concursso o fato de que esses
profissionais precisam ter nível superior e boa capacitação
técnica. “No ano passado, fiz o aviso ministerial
[solicitando realização de concurso] para
preenchimento de 600 vagas, mas esse número já está
defasado.”
Hoje, um auditor fiscal do trabalho tem
remuneração líquida inicial de R$ 8 mil.
´Conforme acordo fechado neste ano com o governo, a categoria
receberá, a partir de 2010, salário inicial de cerca de
R$ 14 mil. “É importante ressaltar que o retorno que eles
dão ao Estado é infinitamente superior ao custo que
representam. Se formos calcular a média do retorno de cada
ação, ela é infinitamente maior que o gasto, e o
retorno social é incomensurável”, ressaltou o
ministro.
Lupi acrescentou que a fiscalização,
além de gerar impactos sociais, proporciona ganhos econômicos.
“A presença da fiscalização gera um efeito
cascata na região geográfica e também no setor,
o que faz aumentar a formalização”, disse ele, ao
lembrar que o ministério contribui ainda para aumentar a
receita da Previdência. ”Somos o maior contribuidor para a
melhoria das condições da Previdência”, brincou
o ministro.
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