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Rio de Janeiro - O advogado-geral da
União, José Antonio Dias Toffoli, saiu hoje (8) em
defesa do ministro da Justiça, Tarso Genro, que teria cogitado
uma possível revisão da Lei de Anistia.
“O ministro da Justiça
disse pra mim que não falou em rever a Lei de Anistia, o que
ele discutiu é que o crime de tortura não seria crime
político. Estou dizendo o que o ministro conversou comigou”,
explicou Toffoli à imprensa durante a 10ª Conferência
Estadual dos Advogados do Rio.
Ontem (7), o Clube Militar,
entidade formada por militares de diversas forças, após
reunião no Rio, condenou as declarações do
ministro da Justiça.
Apesar de contestações judiciais pedindo que o Estado reconheça a tortura no país, Toffoli lembrou que isso já foi
feito pelas leis brasileiras.
“Após a Lei de Anistia, em
1979, houve a edição de leis que reconheceram o direito
à indenização a pessoas que ou morreram ou são
tidas como desaparecidas em razão de ações do
Estado na época do governo militar. Ou seja, o Estado já
reconheceu que houve, realmente, um Estado de exceção e
fez leis para fazer reparações.”
O advogado-geral da
União evitou dar sua opinião sobre o tema e limitou-se a
dizer que seria fácil imaginar o ideal quando não se
ocupa cargos públicos. Ao assumi-los “imagina-se o que é
possível e factível”.
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