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Brasília - O Ministério
Público Federal em Minas Gerais denunciou hoje (8) o empresário
Marcos Valério de Souza por sonegação de
impostos, falsificação de documento público, uso
de documento falso e formação de quadrilha. Os crimes
referem-se às atividades do empresário nos anos de 2003
e 2004.
O publicitário
já responde processo no Supremo Tribunal Federal (STF) devido
ao suposto envolvimento com o “mensalão”, no qual é
acusado de ser o operador do esquema que teria distribuído dinheiro
para parlamentares, com o objetivo de aprovar projetos de interesse do governo.
Nessa nova denúncia, também constam os nomes da mulher do publicitário
Renilda Maria Santiago, dos dois sócios dele na agência
de publicidade SMP&B – Cristiano de Mello Paz e Ramon
Hollerbach Cardoso –, além do contador da empresa, Marco
Aurélio Prata.
A denúncia foi
oferecida pelo MPF à 9ª Vara Criminal da Justiça
Federal, em Belo Horizonte. De acordo com a ação,
Valério, sua mulher e seus sócios deixaram de
incluir na contabilidade da empresa notas fiscais
emitidas por uma filial da SMP&B, a DIPJ. Os valores sonegados
ultrapassariam R$ 90 milhões.
A denúncia cita
ainda que a Receita Federal teria identificado movimentação
bancária irregular nas contas da agência junto a
diversos bancos. “Vultosos recursos saíram e entraram dessas
contas, a maioria deles lançados a título de
empréstimos para o Partido dos Trabalhadores, mas com
registros incorretos na contabilidade original da empresa”, diz a
denúncia.
Eles são
acusados ainda de terem falsificado documentos com o objetivo de
obter inúmeras notas fiscais formalmente válidas de
acordo com o MPF.
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