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8 de Agosto de 2008 - 21h41 - Última modificação em 8 de Agosto de 2008 - 21h41


CUT aprova novo plano de lutas durante assembléia em São Bernardo do Campo

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Como parte das comemorações dos seus 25 anos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou na tarde de hoje (08), em São Bernardo do Campo (SP), uma assembléia para votar seu novo plano de lutas. Debaixo de chuva, na Praça da Matriz, as cerca de seis mil pessoas, segundo a organização (duas mil pessoas, nos números da Polícia Militar), aprovaram o plano de lutas por unanimidade.

Entre os temas apresentados pela CUT em seu plano de lutas estão o combate à inflação, a defesa de uma nova tabela do Imposto de Renda, a redução de jornada de trabalho, a intervenção nas eleições municipais e a busca pela hegemonia de projetos na sociedade, item que foi destacado pelo presidente nacional da central, Artur Henrique.

Segundo ele, a disputa pela hegemonia vai exigir uma disputa pelo modelo de desenvolvimento. "Queremos ter desenvolvimento, mas que venha junto com crescimento econômico, com distribuição de renda, com valorização do trabalho e, principalmente, com sustentabilidade social e ambiental", disse.

Sobre a busca por um novo modelo no Imposto de Renda, Artur Henrique disse que a proposta da CUT é que "quem ganha menos, pague menos; quem ganha mais, pague mais". A idéia, segundo ele, é que "quem aplica no setor produtivo e gera emprego e renda", pague menos impostos. "Mas quem aplica na Bolsa de Valores, quem aplica no mercado financeiro e não gera absolutamente nenhum emprego, tem que pagar mais impostos".

Henrique também criticou o aumento de juros para conter a inflação. "Nossa proposta é menos juros, menos especulação, mais crescimento econômico e mais comida no prato brasileiro. Para isso é preciso reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar e a possibilidade de produzir alimentos de melhor qualidade e de maior quantidade para o conjunto da população".

Edílson de Paula Oliveira, presidente da CUT em São Paulo, acredita que uma das principais lutas da central será a da redução da jornada de trabalho. "Nós não podemos esperar 80 anos para reduzir a jornada de trabalho. Temos que trabalhar na perspectiva de fazer uma organização, uma luta em todo o Brasil e convencer os nossos deputados federais e senadores de que é importante a redução da jornada de trabalho no país para se poder ter uma jornada mais adequada para a realidade de hoje". A CUT defende a jornada de trabalho de 40 horas semanais.




 


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