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Rio de Janeiro - O Brasil, que
enfrentou surtos de rubéola nos dois últimos anos na
maioria dos estados, registra atualmente poucos casos da doença.
A afirmação é da chefe do Laboratório de
Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz
(Fiocruz), Marilda Siqueira. A virologista é especialista em
sarampo e rubéola
Em 2007, foram confirmados 8.684 casos de rubéola
no país, com destaque para as Regiões Sudeste (3.642
casos) e Sul (3.005). Desse total geral, 70% dos casos foram de
pacientes do sexo masculino. A Região Norte apresentou o menor
número de casos confirmados (37) no ano passado.
Neste ano, o Ministério da Saúde já
registrou 816 casos da doença no país. “Atualmente, o
número de casos de rubéola está bem menor. Já
está praticamente controlado esse surto, que começou em
2006, no estado do Rio de Janeiro”, disse Marilda.
O fato de o maior contingente da população
estar concentrado no Sudeste explica por que a região liderou
o ranking de casos de rubéola em 2007. “Há
mais pessoas a serem vacinadas”, afirmou Marilda. No Sudeste,
deverão ser vacinados 31.751.029 homens e mulheres.
No estado de São Paulo, a meta é
imunizar 14.229.325 homens e mulheres entre 20 e 39 anos, de hoje (9)
até o dia 12 de setembro, período de realização
da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação
da Rubéola. "O público-alvo é o mesmo. A
faixa etária é a mesma. Somente em cinco estados
[Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio
Grande do Norte] a campanha se ampliou e começa aos de 12
anos de idade”, lembrou a virologista da Fiocruz.
De acordo com dados do Ministério da Saúde,
o governo federal investiu R$ 204,8 milhões na campanha contra
a rubéola. O custo é de R$ 2,90 por pessoa vacinada. O
objetivo é vacinar cerca de 70 milhões de pessoas.
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