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Brasília - O Brasil tem um déficit
de 40% na formação de pilotos comerciais e mecânicos
de avião. Atualmente o país precisa formar 1.000
pilotos por ano, mas só consegue 600. As informações
são do presidente da Associação Brasileira de
Aviação Geral (Abag), Rui Thomaz de Aquino.
Ele e outros
representantes da aviação se reuniram hoje (8) com o
ministro da Defesa, Nelson Jobim, para discutir os problemas do
setor, como os serviços de taxi aéreo e a aviação
de pequeno porte.
“O Brasil vem
formando muito menos pilotos do que necessita. Vamos ter problemas a
curto prazo para encontrar pilotos para atender os aviões de
grande porte”, alertou Aquino.
O principal problema
apontado por Aquino para o baixo número de pilotos é a
falta de uma política governamental.
“Precisamos criar
mais escolas e fomentar a formação [de pilotos e
mecânicos]. É muito caro um curso de piloto, e não
temos uma política definida de formação de
mecânicos”, disse.
Hoje cada hora-aula de
vôo custa cerca de R$ 350. Além do custo da hora-aula,
Aquino disse que o setor também reclama do preço do
combustível.
Ele propõe que o
governo reduza os impostos, como a Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide),
que incide diretamente nos combustíveis.
O presidente da Abag
informou que o ministro da Defesa pediu que fosse feito um
levantamento real do déficit e da demanda da formação
de pilotos e mecânicos, para que ele pudesse implantar um
programa específico para atingir a necessidade do setor.
Segundo Aquino, uma
prova de que a demanda por pilotos tem sido maior do que a entrada de
novos profissionais no mercado foi a diminuição do
tempo de experiência de horas de vôo para contratação
de pilotos. Se há três anos as companhias exigiam três
mil horas de experiência, hoje, segundo ele, estão
contratando pilotos com mil horas de vôo.
Outro problema levado
ao ministro da Defesa pelos representantes da aviação
geral é a falta de funcionários da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) para fiscalizar todas
as aeronaves. “Temos 11 mil aeronaves no setor que necessitam de
inspeção, regularização, controle e isso
tudo depende da Anac”, disse Aquino, acrescentando que os
transportes aéreos regionais e as linhas regulares têm
juntos 350 aeronaves.
“Então, [a
aviação geral] requer muito mais gente, muito mais
demanda de controle de eficiência. Além disso, a aviação
regular e a regional atendem a 130 cidades, todo o resto é
coberto pela aviação geral”, destacou.
A reunião de
hoje foi a terceira de uma série de encontros do ministro
Jobim com representantes da aviação civil. Já
foram ouvidos os segmentos da avião regional e comercial.
O Ministério da
Defesa além de fazer um levantamento dos problemas do setor
para apontar soluções, quer criar um canal de
interlocução mais ágil entre governo e as
empresas.
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