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9 de Agosto de 2008 - 13h52 -
Última modificação
em 9 de Agosto de 2008 - 15h49
Governo abre maior campanha de imunização já realizada no mundo
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Brasília - O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gerson Penna, participa da abertura da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola na capital federal
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Brasília - O Brasil iniciou hoje
(9) uma campanha de vacinação, que, segundo o Ministério da Saúde, é a maior já realizada no mundo, para imunizar cerca de 70 milhões
de adultos contra a rubéola e 16 milhões de crianças
contra a paralisia infantil em todo o território nacional. A campanha vai até 12 de setembro.
A rubéola, conhecida também
como “sarampo alemão”, é considerada pelo
Ministério da Sáude um grande problema na atualidade
porque, ao infectar mulheres grávidas, pode provocar cegueira,
surdez, retardo mental e malformação congênita.
A
única forma de eliminar o risco da doença é a
vacinação.
Devem ser imunizados na Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola homens e mulheres
com idade entre 20 e 39 anos. Nos estados do Maranhão, Mato
Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, a faixa
etária foi estendida para pessoas de 12 a 39 anos para
aumentar a cobertura contra a caxumba. Nesse caso, a vacinação
estende-se também à população indígena
que vive em aldeias. Mesmo quem já teve a doença ou já
foi vacinado deve se vacinar novamente.
“Cada vacinação tem
um faixa etária. [A vacinação contra]
rubéola, sarampo e caxumba é destinada a uma faixa
etária entre 20 e 39 anos, que a gente chama da faixa etária
sexualmente ativa e reprodutiva”, disse o secretário de
Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde,
Gerson Penna, ao explicar por que nem todas as pessoas serão
vacinadas.
Segundo o secretário, a
preocupação do governo em vacinar parte da população
é porque no ano passado o Brasil começou a ter surtos
de rubéola. Os homens são o maior foco da atual
campanha, pois, dos 8.683 casos de rubéola confirmados no país
em 2007, 70% eram pacientes do sexo masculino. As mulheres devem
tomar a vacina também, porque só dessa forma
contribuirão para eliminar a circulação do vírus
.
“Rubéola é uma doença
que dá no homem. Pode ser grave. Tira o homem do trabalho, e
são os homens que estão fazendo circular os vírus
no Brasil inteiro. Para cada US$ 1 gasto em vacina economizam-se US$
12 na assistência a uma criança que tenha esse
tipo de problema, além de ser um sofrimento eterno”, afirmou
Penna.
O público entre 20 e 39 anos
que vai ser imunizado contra rubéola tomará a vacina
dupla viral, que também imuniza contra o sarampo. No caso dos
estados em que a faixa foi estendida para atender a população
a partir de 12 anos, a vacinha é a tríplice viral
(sarampo, caxumba e rubéola).
A vacina é contra-indicada
para mulheres grávidas e pessoas que já tiveram reação
alérgica grave à vacina, além com
imunodeficiência congênita ou adquirida, pacientes que
usam doses de corticóide, que baixam a imunidade, em
tratamento quimioterápico e transplantados de medula óssea,
se a cirurgia tiver ocorrido há menos de dois anos.
Também se realiza hoje a
segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil.
Todas as crianças menores de cinco anos devem ser levadas aos
postos de saúde até as 17 horas.
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