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11 de Agosto de 2008 - 18h56 - Última modificação em 11 de Agosto de 2008 - 19h00


Observadores destacam tranqüilidade no referendo da Bolívia e defendem diálogo

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A tranqüilidade do referendo revogatório na Bolívia, apesar dos anúncios de sabotagem e violência, foi destacado hoje (11) pelos observadores internacionais que acompanharam o pleito. De acordo com informações da Agência Boliviana de Informação (ABI), eles também pediram aos líderes políticos nacionais e regionais que dialoguem.

Os observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Mercosul, da Organização das Nações Unidas (ONU), da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), de países amigos e nacionais consideram que o principal destaque do referendo de ontem (10) foi a maturidade democrática dos bolivianos e que agora é hora de diálogo.

Apesar do roubo de material eleitoral, que logo foi reposto, na cidade de Yucumo, no departamento de Beni, o pleito foi caracterizado pela paz e a normalidade. Isso também foi ressaltada pelo presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), José Luiz Exeni. “Com muita satisfação, temos que dizer que hoje [ontem] na Bolívia se levou a cabo uma jornada tranqüila, pacífica e muito participativa. É uma jornada democrática na qual se está reafirmando a vocação de solucionar os problemas por meio do voto”, afirmou.

“Não é suficiente a expressão de júbilo que os ganhadores no referendo revogatório expressaram no domingo, que falam de maneira magnânima em negociar, é indispensável que em pouco tempo, poucos dias, se chegue a regras claras para esse diálogo”, afirmou o chefe da missão de observadores da OEZ, Eduardo Stein.

O observador do Acordo de Lime-Rede Latino Americana de Movimentos Cidadãos, Robert Courtney, agradeceu o trabalho realizado por 400 jovens observadores eleitorais. Ele também exigiu que os políticos iniciem um processo de diálogo sincero. "Esperamos que a leitura do referendo revogatório de mandato popular seja adequada e que se abra o diálogo nacional", afirmou o observador da consulta em nome do Acordo de Lima, Omar Simon.

O presidente da Comissão Permanente de Representantes do Mercosul, Carlos Chacho Alvarez, e o presidente do Parlamento do Mercosul, deputado brasileiro Dr. Rosinha, emitiram um comunicado em que qualificaram as eleições como exemplares. Os dois afirmaram que se dão por cumpridas as condições para que os efeitos do referendo sejam respeitados “em todas as regiões e rincões da Bolívia”.

Alvarez e Rosinha chefiaram uma missão de 40 observadores formada na última reunião do Mercosul, realizada em Tucumán, na Argentina, a pedido do presidente boliviano, Evo Morales.

 


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