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Brasília - Os Jogos Olímpicos
vão deixar, entre outros legados, um moderno e eficiente
sistema de transporte urbano. Foram sete anos de preparativos que
mobilizaram arquitetos do mundo todo e transformaram a capital da
China no maior canteiro de obras do planeta.
A principal transformação
no transporte urbano de Pequim foi a ampliação do sistema de metrô, com
investimentos de US$ 8,3 bilhões, criação de
três novas linhas, ampliação de outra,
substituição de vagões, reforma e construção
de estações. Além da redução do
valor do bilhete de 3 remembis (R$ 0,75) para 2 rmb (R$ 0,50), quando
a primeira das novas linhas foi inaugurada, em julho de 2007.
A malha total de metrô
passou de 114 para 200 quilômetros, em oito linhas. E uma nova
linha começou a ser construída em junho deste ano. Mais
27 quilômetros serão agregados ao sistema até 30
de setembro de 2009, data fixada para o término das obras.
A ampliação
do metrô começou em 2002, com a Linha 5, que liga o
Norte ao Sul de Pequim. Foram quatro anos e nove meses de obras até
a inauguração, em julho de 2007.
As outras duas linhas
(10 e 8) foram abertas ao público em junho e julho deste ano.
A Linha 10 percorre o chamado terceiro anel da cidade (Pequim é
geograficamente definida por anéis ao redor da “Cidade
Proibida”, que é conhecido o centro da cidade).
A linha 8, com quatro
quilômetros e quatro estações, foi construída
especialmente para levar os visitantes aos endereços mais
importantes dos Jogos. Cada uma é decorada com as cores e
representações de uma estação do ano.
As estações
novas das outras linhas também ganharam decoração
diferenciada, porém o mais interessante é o sistema de
segurança. Um paredão de vidro temperado separa a
plataforma dos trilhos, impedindo acidentes. Uma porta de vidro se
abre simultaneamente à do vagão, para a entrada e saída
de pessoas. Em cada estação há indicação
da parada anterior e da seguinte e dentro dos trens um painel
luminoso vai sinalizando o caminho percorrido.
Outra alteração
no sistema de transporte foi a substituição dos
bilhetes de papel, utilizados durante 30 anos, por cartões
magnéticos. O cartão recarregável pode ser
usado também nos ônibus e táxis de Pequim. O novo
sistema entrou em vigor em junho deste ano.
Além disso,
foram criados corredores para três linhas rápidas de
ônibus (duas já em funcionamento), e a zona oeste da
cidade recebeu uma grande estação de distribuição
de linhas de ônibus, a DongZhiMen. O Aeroporto de Pequim ganhou
uma nova estrada de acesso e foi equipado com um terceiro terminal,
projetado pelo arquiteto e urbanista inglês Norman Foster, que
também assina o Estádio Olímpico de Paris
(construído para os Jogos de 1994), o Estádio Nacional
de Wembley, em Londres, a Torre de Collserola, em Barcelona, e o
Aeroporto Internacional de Hong Kong.
A substituição
da frota de táxis foi outra medida do pacote que modernizou o
sistema de transporte público de Pequim para os Jogos
Olímpicos. Com subsídio público, em 9 de agosto
de 2007 cinco mil carros foram substituídos por modelos mais
novos. Desde então, outros 67 mil táxis foram
colocados em circulação.
Por fim, foi adotado
ainda um sistema de rodízio de carros, de acordo com a placa
(par ou ímpar). Programado para o período dos Jogos, o
rodízio deve ser mais uma das heranças para a população de Pequim.
Acompanhe a cobertura multimídia dos Jogos Olímpicos realizada pela equipe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no site China 2008.
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