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Brasília - O juiz Fausto De
Sanctis, que decretou a prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, e
demais acusados na Operação Satiagraha, negou hoje (12)
que tenha autorizado qualquer escuta telefônica que atingisse o
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.
“Eu, em nenhuma
hipótese, cogitei, e nunca admitirei monitorar, qualquer
pessoa que tenha prerrogativa de foro – leia-se: desembargador de
tribunal e ministro do STF. Eu não fiz isso e nunca farei.
Acreditem, ou não, essa é a verdade”, afirmou o
juiz, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, na Câmara dos
Deputados. “Qualquer estudante de segundo ano de direito sabe os limites da
competência jurisdicional de um juiz. Não iria ser
diferente comigo”, completou.
De Sanctis se recusou
a passar aos integrantes da CPI informações sobre o
processo que apura um esquema de crimes financeiros que seria
comandado por Dantas e foi desbaratado na Operação
Satiagraha, da Polícia Federal..As informações
foram solicitadas pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba
(PMDB-RJ.
“Não posso
falar. Se a CPI quiser o compartilhamento de provas, deve pedir por
meio de ofício sigiloso, que será analisado pelo
Ministério Público, que é o titular da ação,
e [o pedido] será deferido, ou não, pela
autoridade competente.”
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