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Brasília - Pela
primeira vez, a Controladoria-Geral da União (CGU) vai
realizar um sorteio de municípios a serem fiscalizados,
exclusivamente, quanto à aplicação de recursos
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao
todo, serão escolhidas, aleatoriamente, 50 cidades que recebem
recursos federais para obras nas áreas de habitação
e saneamento.
Marcado
para amanhã (13), às 10h, no auditório da Caixa
Econômica Federal, o evento tem como convidada a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, coordenadora do PAC. O ministro da CGU, Jorge Hage, explica que a mudança
no perfil do sorteio realizado pela CGU, que antes fiscalizava a
aplicação de todos os recursos destinados a projetos
sociais, não tem relação com a Operação
João de Barro, da Polícia Federal (PF).
Segundo
Hage, os 119 municípios em que foram encontradas
irregularidades pela PF já estão sendo fiscalizados
pela CGU. “Esse é um tipo de trabalho [junto com a PF] em que já vamos em cima de um problema, denúncia ou
indício de irregularidade. O sorteio de amanhã não
parte da premissa de que haja irregularidade”, disse Hage à
Agência Brasil.
O
ministro ressaltou ainda que os municípios serão
escolhidos aleatoriamente de forma pública e aberta, “sem que haja nenhuma suspeição”. Também
devem participar do sorteio de amanhã os ministros da
Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; das Cidades,
Marcio Fortes; da Saúde, José Gomes Temporão;
e do Planejamento, Paulo Bernardo.
Hage
argumentou que o governo é o “principal interessado” na
regularidade da aplicação dos recursos do PAC. “Quando se trata de recursos
que o governo repassa à prefeitura para aplicar nas obras do
PAC, sabemos dos riscos pela experiência que a CGU tem de 26
sorteios que já realizou, apurando a aplicação de
recursos federais de todas a áreas e sempre encontrando algum
tipo de problema”, ressaltou o ministro.
Segundo
a CGU, o universo do sorteio compreende cerca de três mil
municípios com população de até
500 mil habitantes (exceto as capitais) beneficiados pelo PAC nas
áreas de saneamento e habitação. Estão
excluídos desse universo todos os municípios de Minas
Gerais; além de Angra dos Reis, Belford Roxo e Cabo Frio, no
Rio de Janeiro; e Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Essas localidades já estão sendo fiscalizadas pela CGU
em outra linha de trabalho também relacionada ao PAC. Nesses municípios a PF encontrou indícios de irregularidades durante a Operação João de Barro.
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