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Brasília - O presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou hoje (12) que vai
continuar conversando com o Executivo para que se possa chegar a um
acordo sobre a medida provisória que transforma a Secretaria
Especial de Aqüicultura de Pesca em Ministério. A edição
da MP recebeu várias críticas de parlamentares,
inclusive do próprio presidente da câmara.
Chinaglia explicou que o Executivo tenta buscar uma fórmula para resolver o impasse: se edita uma MP para revogar a já editada e envia um projeto de lei com urgência criando o
ministério ou se o Plenário da Câmara
rejeita a matéria e o Executivo envia o projeto de lei, propondo a criação da pasta.
Pela manhã,
Chinaglia se reuniu com o ministro de Relações
institucionais, José Múcio Monteiro para tratar do
assunto. O presidente da Câmara, disse que se comprometeu a
manter Múcio informado sobre como a Casa está tratando
a questão da MP.
"O que eu assumi
com o ministro é que eu faria uma consulta para que ele
ficasse informado sobre a temperatura aqui", disse. Chinaglia
acrescentou ainda que entre os parlamentares a medida tem "baixíssima
popularidade".
O líder do PSDB
na Câmara, José Aníbal (SP), disse que a
alternativa mais viável seria o parlamento rejeitar a
proposta. "Nos queremos que a câmara rejeite essa medida
como forma de afirmar o poder legislativo", afirmou. Ele disse ainda que o
partido é contra a idéia de o governo editar mais uma
medida para revogar a MP da pesca.
O líder do
governo na câmara, Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que vai
conversar com os líderes nas próximas semanas para
fechar um acordo sobre a questão. "Ao longos dos próximos
dias nesse diálogo com o governo e oposição
vamos chegar a conclusão de qual a melhor maneira de estancar
esta crise, esse conflito, que surgiu entre o parlamento e o
governo", disse.
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