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Brasília - O líder do governo na Câmara, deputado
Henrique Fontana (PT-RS), disse hoje (12) que o governo reconhece ter
cometido um erro ao transformar a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca em
Ministério da Pesca e Aqüicultura, por meio de medida provisória. A MP está sendo
questionada pela maioria do Congresso, até mesmo pelo presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), além de parlamentares da base aliada
e da oposição.
Segundo Fontana, o governo não está fechado ao
diálogo sobre a matéria e quer discutí-la com os aliados. “O governo
não vai se fechar ao diálogo com a sua base aliada. A decisão de se
criar o Ministério da Pesca é correta e de interesse do país e o
governo reconhece o erro na forma de criação do ministério”, disse.
Fontana disse que o governo está aberto às conversas
com as lideranças para encontrar uma solução para a criação do
ministério. Ele disse que mesmo que as lideranças da base entendam que
a criação do ministério teria que ser feita por projeto de lei, com
urgência constitucional, ele vai ponderar para que a base aprove a
medida provisória.
“Nos próximos sete dias, o governo tomará uma posição
em relação à forma de criação do Ministério da Pesca. Nesses dias o
governo vai decidir o que fazer com a MP”, disse o líder, que hoje
reuniu-se com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio
Monteiro, para conversar sobre a MP que criou o ministério.
O governo poderá revogar a MP e encaminhar à Câmara
um projeto de lei, com urgência constitucional, criando o Ministério da
Pesca e Aqüicultura. Ou então deixar a MP ser votada pela Câmara e correr o risco de
ver a matéria ser derrotada no Senado e ai ter que encaminhar um projeto de lei
criando o ministério.
Fontana informou que, na reunião-almoço com o ministro
Múcio, eles também conversaram sobre a importância do projeto de lei que
cria o Fundo Soberano, encaminhado à Câmara pelo governo. Segundo
Fontana, o projeto foi encaminhado com urgência constitucional e o
governo não está disposto a retirar essa urgência para tramitação do
projeto. “O governo tem posição firme sobre a necessidade de se aprovar
o quanto antes o projeto”, disse o líder do governo.
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