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12 de Agosto de 2008 - 21h52 - Última modificação em 12 de Agosto de 2008 - 21h52


Advogado depõe para explicar ligação com ex-procurador-geral acusado de pedofilia

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O advogado Alexsander Ladislau, membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), compareceu hoje (11) à CPI da Pedofilia, no Senado, para explicar sobre sua relação com o ex-procurador-geral de Roraima, Luciano Queiroz.

Segundo Ladislau, o relacionamento dele com Queiroz - acusado de pedofilia em razão das descobertas feitas durante a Operação Arcanjo, da Polícia Federal - era apenas profissional. Ele foi chamado no dia da prisão do procurador, mas disse que foi apenas por ser membro da OAB.

O advogado é acusado de favorecimento pessoal, baseado numa gravação telefônica na qual ele pede para se encontrar urgentemente com Queiroz e diz ter “más notícias” para ele. De acordo com a interpretação da polícia, Ladislau queria alertar Queiroz sobre as investigações de pedofilia contra o ex-procurador, o que é crime.

“Hoje em dia pode-se pegar qualquer trecho de conversa, descontextualizado e incriminar uma pessoa” alegou o advogado. Segundo ele, o objetivo do encontro seria tratar sobre uma palestra na OAB a respeito da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Ladislau ainda contou à CPI que, após o episódio em que um carro com agentes da PF foi interceptado pela Polícia Militar por estar parado em frente à casa do então procurador-geral, ele passou a desconfiar que Queiroz pudesse estar sendo monitorado por causa da briga sobre a terra indígena e que falar com ele sobre isso não seria crime. “Na época, eu nem podia imaginar que ele pudesse estar sendo investigado por pedofilia. O procurador me parecia uma pessoa idônea”, alegou.

O advogado também disse aos senadores que não chegou a se encontrar com Queiroz porque marcou o encontro no aeroporto, para onde se dirigia porque iria embarcar para Brasília no mesmo dia. Segundo ele, o ex-procurador não chegou a tempo e ele viajou sem que os dois se falassem. Queiroz ainda está preso pelas acusações de pedofilia em Roraima.



 


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