|
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Eros
Grau, decidiu hoje (12) que o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto
José Rocha Braz, braço-direito do banqueiro Daniel
Dantas, que encontrava-se preso em São Paulo desde 10 de
julho, poderá responder em liberdade ao processo movido pelo Ministério Público
Federal (MPF), por tentativa de suborno (corrupção ativa) de
delegado da Polícia Federal (PF).
Braz foi preso juntamente com Daniel Dantas e
outras pessoas investigadas na Operação Satiagraha da
PF. Braz é acusado de oferecer dinheiro a um delegado federal, que
participava do comando da operação, para que o
banqueiro e seus familiares não fossem investigados.
Pedidos de liberdade apresentados pela defesa de
Braz tinham sido negados no Superior Tribunal de Justiça
(STJ), no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)
e no próprio STF, pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes.
Ao acolher a liminar proposta pela defesa Braz, Eros Grau determinou que o
executivo seja posto imediatamente em
liberdade até o julgamento definitivo do habeas corpus.
Segundo o ministro, a manutenção da prisão
caracterizaria uma antecipação indevida de pena. “A
afronta ao princípio da presunção de inocência,
contemplado no plano constitucional, é flagrante”, disse
Grau.
O ministro também afirmou que as acusações
contra Braz são menos graves do que as que pesam contra
Dantas: “A ele [Braz] é imputada tão-somente a
prática do crime de corrupção ativa, ao passo
que a Daniel Dantas são atribuídas outras tantas
condutas delituosas”, argumentou o ministro Eros Grau em sua decisão.
|