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12 de Agosto de 2008 - 17h26 - Última modificação em 12 de Agosto de 2008 - 17h26


Indústria de alimentos registra aumento de 1,86% no faturamento em junho

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O faturamento da indústria de alimentos cresceu 1,86% em junho, em comparação com o resultado do mês anterior. Na comparação com maio de 2007, o crescimento foi de 17,59% . No acumulado do ano, a alta foi de 20,87% e, nos últimos 12 meses, de 16,24%. Os dados foram apresentados hoje (12) pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

Segundo o balanço, o volume de alimentos produzido em junho foi 1,68% maior do que o de maio. Quando comparado a maio do ano passado, o volume ficou 6,18% acima. No acumulado do ano, a produção foi 7,97% mais alta do que no mesmo período do ano passado e, nos últimos 12 meses, 4,73 % maior.

O presidente da Abia, Edmundo Klotz, atribuiu o crescimento do consumo e do faturamento no setor ao aumento da oferta de empregos e da renda da população e também à melhor remuneração dos trabalhadores.

Klotz disse que o primeiro semestre foi muito bom para a indústria de alimentos: “Apesar dos preços altos e da inflação, houve seguramente aumento de ganhos, salários e renda, em porcentual bastante significativo.” Ele destacou os setores de carnes, congelados e desidratados e afirmou que a população começou a se alimentar melhor e que os produtos mais nobres foram os mais consumidos.

De acordo com as projeções da Abia, o faturamento do setor deve chegar neste ano a R$ 268 bilhões, 16,2% a mais do que em 2007, quando ficou em R$ 230,6 bilhões. Só em alimentos, a entidade estima que o faturamento seja de R$ 228,1 bilhão. Os R$ 39,9 bilhões restantes devem ser faturados na venda de bebidas.

Estimativas da Abia apontam, entre os setores que mais vão contribuir para o resultado, os de derivados de carne, que devem faturar R$ 60,99 bilhões, 19,98% a mais do que no ano anterior; beneficiamento de café, chá e cereais, com previsão de R$ 31,62 bilhões (+ 28,06%); óleos e gorduras, com R$ 29,81 bilhões (+ 25,94%); e laticínios, com 27,33 bilhões (+15,50%).

Segundo dados da Abia, as exportações, que no ano passado atingiram US$ 26,6 bilhões, com crescimento de 17,5% sobre o ano anterior, e aumento de 4,1% no volume, poderão chegar em 2008 a US$ 29,7 bilhões (+16,3% ). A previsão é de exportações em torno de 44 milhões de toneladas, o que representaria queda de 5,5% na comparação com o ano de 2007.

Klotz, também apontou as principais preocupações do setor de alimentos: crescimento do país abaixo da média dos países emergentes, regulamentação excessiva, falta de investimentos em logística e de uma saída para o Oceano Pacífico, crescimento das marcas próprias do varejo, a necessidade de redução da tributação nos alimentos e a inflação mundial dos alimentos.  "Além dos juros, que estão nos castigando tremendamente. Nós temos muito a resolver. É um país que por mais que produza e evolua, ainda está atrás dos outros emergentes”, completou.



 


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