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Rio de Janeiro - O Ministério
do Turismo pretende concluir até outubro a nova classificação
hoteleira do Rio de Janeiro. A medida é necessária
porque o dossiê completo da candidatura da cidade a sede dos
Jogos Olímpicos de 2016, que inclui a classificação
dos hotéis, precisa ser entregue naquele mês ao Comitê
Olímpico Brasileiro (COB) que a encaminhará ao Comitê
Olímpico Internacional (COI) em fevereiro de 2009.
A informação foi dada
hoje (12) pelo coordenador geral de Serviços Turísticos
do ministério, Ricardo Martini Moesch, no 50º Congresso
Nacional de Hotelaria. A avaliação dos hotéis
da cidade será feita de acordo com os padrões da matriz
de classificação vigente. Em outubro de 2009, será
feita a escolha do país-sede dos Jogos Olímpicos de
2016. Segundo Moesch,a matriz de
classificação de toda a hotelaria brasileira vai mudar,
mas os estudos referentes a essa mudança só
vão começar em outubro.
No processo de reclassificação
inicial da hotelaria, caso o Rio seja escolhido sede das Olimpíadas,
de 2016, o foco serão os estabelecimentos de duas a cinco
estrelas. Segundo Moesch, o ministério tentará, porém,
dar ênfase aos de duas e três estrelas, mais econômicos, pois existem no Rio muitos hotéis desse tipo.
O projeto, desenvolvido em parceria
com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial (Inmetro), engloba mais quatro cidades onde
poderão ser disputadas provas olímpicas: Belo
Horizonte, São Paulo, Brasília e Salvador.
Na próxima semana, os
responsáveis pelos hotéis começam a preencher, voluntariamente,
fichas com informações sobre os estabelecimentos. Os dados serão checados posteriormente por profissionais
capacitados pelo Inmetro e representantes do Ministério do
Turismo, para que o relatório final seja um retrato fiel das condições
da rede hoteleira do Rio de Janeiro.
Moesch disse acreditar que, quando
for sancionada, a Lei Geral do Turismo vai dar uma base legal para
essa classificação hoteleira, que, no entanto,
continuará sendo voluntária.
A lei foi aprovada pelo Senado no
dia 9 de julho e retornou para a Câmara, onde deverá ser
novamente votada, porque foi alterada pelos senadores. Pelo projeto,
hotéis, pousadas e outras empresas turísticas só
poderão funcionar se forem cadastrados no Ministério do
Turismo.
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