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Brasília - O desembargador federal Souza Prudente, do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região, autorizou um
deságio de até 50% no valor de
mercado para o preço mínimo do leilão do chamado "boi
pirata", apreendido em junho, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Estação
Ecológica Terra do Meio, no Pará.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, havia pedido, na última semana, em conversa com o
desembargador, um deságio de 60%, mas disse à Agência
Brasil que “foi boa
a decisão”.
Segundo Minc, o próximo leilão
pode ser realizado já na próxima segunda-feira. O valor
de todo o rebanho, com o deságio de 50% deve ficar em torno de R$ 1,6
milhão.
Ficou determinado também o prazo de 30
dias, prorrogável por mais dez, para que os novos proprietários
do gado retirem os animais. Segundo nota do
TRF, o desembargador alegou em sua decisão que a presença
do rebanho no local representa crime, por "impedir ou dificultar
a regeneração natural da floresta e demais formas de
vegetação".
Justificando o deságio, que havia sido
negado no dia 26 de julho pelo desembargador Olindo Menezes, também
do TRF da 1ª Região, Prudente alegou que não há
como manter o preço de mercado, levando-se em consideração as três tentativas anteriores frustradas e a urgência
na defesa e conservação do meio ambiente. "Deve-se ter em mente que a
incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por
interesses empresariais nem ficar dependente de motivações
de índole meramente econômica".
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