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18 de Agosto de 2008 - 08h01 - Última modificação em 19 de Agosto de 2008 - 10h04


Organizações querem prevenir a tuberculose no Rio com participação social

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Prevenir a tuberculose com ações que integrem a própria comunidade é o propósito de uma rede de organizações não-governamentais no Rio. O grupo tem cerca de 150 filiados em todo o estado e se reuniu na última semana para traçar um plano de ação para 2009. O Rio registra a maior incidência da doença no país. São 90 casos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 48 casos por grupos de 100 mil. Por ano, cerca de 16 mil pessoas pegam tuberculose no estado e 700, morrem.

De acordo com uma das coordenadoras da rede, Wanda Lúcia Guimarães, o tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem melhorado nos últimos anos. Mas ainda não chega a todos. Para ela, a saída é levar informação até a casa das pessoas.

“Muitas pessoas não chegam sequer à unidade de saúde. Seja porque não têm documentação adequada, seja porque não têm condições de chegar até lá, ou porque têm vergonha de fazer perguntas sobre o tratamento”.

Segundo Wanda, a proposta da rede é estimular as ONGs a trabalharem com os moradores da própria comunidade onde atuam. Ela cita experiências da organização da qual faz parte, que fez programas em rádios comunitárias, peças de teatro em creches, gincanas. Tudo para chamar a atenção dos moradores quanto aos riscos da doença.

“É um trabalho a partir da cultura local, pelo próprio morador”, disse a assistente social. “Nele, não descartarmos a importância e a necessidade das unidades de saúde, do [Programa] Saúde da Família, mas é muito mais eficaz e mobilizador”, avaliou.

Wanda Guimarães comenta também que os programas de governo não chegam às pessoas mais pobres, que neste caso, também são as mais vulneráveis à tuberculose. Ela fala da importância de melhorar a condição de vida da população como forma de conter a doença.

“As pessoas vivem sem esgoto, sem coleta de lixo. Sem condições básicas de saúde”, citou. “Quanto mais estão aglomeradas, às vezes uma família de 10 pessoas morando em um mesmo cômodo, e as casas estão menos ventiladas, facilita a infecção”.

De acordo com levantamento da rede de ONGs, na capital, a incidência da doença é maior na favela da Rocinha, zona sul, do Caju, no centro, e também em Rio das Pedras e Jacarepaguá, na zona oeste.




 


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