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13 de Agosto de 2008 - 15h05 - Última modificação em 13 de Agosto de 2008 - 15h05


Haddad discute formação de professores com dirigentes de universidades federais

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se hoje (13) com dirigentes de instituições de ensino superior para apresentar o sistema nacional de formação de professores para a educação básica. O projeto que está sendo finalizado pelo Ministério da Educação (MEC) deve formar 100 mil docentes por ano, segundo Haddad.

“Para dar sustentabilidade a esse momento que a educação vive, de melhoria dos indicadores, precisamos tomar já providências que só terão repercussões a médio prazo. A principal é aumentar a proporção de professores das escolas públicas formados nas universidades públicas”, afirmou.

Considerando-se apenas as disciplinas básicas, como português e matemática, o déficit de professores chega a 253 mil. Para disciplinas específicas, como as recém-criadas filosofia e sociologia, dados do MEC apontam que serão necessários 107.680 docentes, em cada uma das disciplinas, para atender apenas o ensino médio.

A ampliação da formação, segundo o MEC, se dará pelo aumento de vagas nos cursos de licenciatura das universidades federais, bolsas de iniciação à docência para estudantes, pelos cursos à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e outras parcerias. O projeto do sistema nacional ainda não foi apresentado oficialmente e o governo ainda negocia com as instituições.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, afirmou que as universidades públicas terão papel fundamental dentro da construção desse novo sistema.

“Nós só podemos ter ensino de qualidade se o docente tiver capacidade para o exercício do magistério. A criação de um sistema nacional de formação é muito bem-vinda por parte das instituições federais de ensino superior, o nível federal precisa se envolver mais”, avaliou.

 


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