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Brasília - O ministro da Educação,
Fernando Haddad, reuniu-se hoje (13) com dirigentes de instituições
de ensino superior para apresentar o sistema nacional de formação
de professores para a educação básica. O projeto
que está sendo finalizado pelo Ministério da Educação (MEC) deve formar 100 mil
docentes por ano, segundo Haddad.
“Para dar
sustentabilidade a esse momento que a educação vive, de
melhoria dos indicadores, precisamos tomar já providências que só terão repercussões a médio prazo.
A principal é aumentar a proporção de
professores das escolas públicas formados nas universidades
públicas”, afirmou.
Considerando-se apenas
as disciplinas básicas, como português e matemática,
o déficit de professores chega a 253 mil. Para disciplinas
específicas, como as recém-criadas filosofia e
sociologia, dados do MEC apontam que serão necessários 107.680 docentes, em cada
uma das disciplinas, para atender apenas o
ensino médio.
A ampliação
da formação, segundo o MEC, se dará pelo aumento
de vagas nos cursos de licenciatura das universidades federais,
bolsas de iniciação à docência para
estudantes, pelos cursos à distância da Universidade
Aberta do Brasil (UAB) e outras parcerias. O projeto do sistema
nacional ainda não foi apresentado oficialmente e o governo
ainda negocia com as instituições.
O presidente da
Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições
Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, afirmou que as
universidades públicas terão papel fundamental dentro
da construção desse novo sistema.
“Nós só
podemos ter ensino de qualidade se o docente tiver capacidade para o
exercício do magistério. A criação de um
sistema nacional de formação é muito bem-vinda
por parte das instituições federais de ensino superior,
o nível federal precisa se envolver mais”, avaliou.
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