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Manaus - O
governo do Amazonas e o Banco Mundial firmaram um acordo de
financiamento para garantir a realização do projeto de
desenvolvimento da região do Alto Solimões. Os
recursos totalizam US$ 35 milhões e serão aplicados nos
próximos quatro anos em obras de saneamento, desenvolvimento
sustentável e saúde nos nove municípios da
região. Juntas, essas cidades ocupam 213 mil quilômetros
quadrados, com uma população próxima de 230 mil
habitantes, vivendo nas áreas urbana e rural e em quase 150
aldeias indígenas.
O acordo, firmado ontem (12) em Tabatinga, é
resultado de quatro anos de negociações, consultas e
estudos de órgãos dos governos federal e do Amazonas,
da sociedade civil e do banco. A idéia de investir no Alto
Solimões surgiu em 2002, quando uma pesquisa do governo
amazonense identificou a área como a região com os mais
elevados índices de pobreza e de vulnerabilidade a doenças,
além de concentrar os piores Índices de Desenvolvimento
Humano (IDH) do Amazonas.
Apesar desses fatores, a região é
rica em recursos naturais, abriga grandes áreas de floresta
preservada e vasta diversidade de peixes. O Alto Solimões é
considerado estratégico pelo governo federal por estar
localizado na tríplice fronteira - Brasil, Colômbia
e Peru.
Segundo o secretário de Produção
Rural do Amazonas, Eron Bezerra, o desenvolvimento da região
permitirá, por exemplo, o fim do comércio ilegal de
peixes, entre Tabatinga e Colômbia. O secretário
antecipa que uma das medidas para desenvolver a região será
a implantação de um sistema pesqueiro que organize a
atividade no local. De acordo com ele, porém, não é
possível saber a quantidade exata de peixe contrabandeado.
"É difícil precisar isso. Ainda
assim, pelo que estamos observando, das 130 toneladas de peixe
pescadas por mês, cerca de 100 [toneladas] são
contrabandeadas".
Um engenheiro da Sepror já está em
Tabatinga para identificar os problemas relacionados à
atividade pesqueira e para treinar os profissionais que irão
atuar na região. Na região o contrabando de peixes
para a Colômbia é aberto.
“É preciso criar as oportunidades para
que o pescador brasileiro possa trabalhar de forma regular. A idéia
é que a região tenha um conselho gestor da atividade
pesqueira que seja formado por associações e conselhos
de pesca locais, com apoio técnico da Sepror e da prefeitura",
acrescenta Bezerra.
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