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Brasília - A
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, disse hoje (13) que é
“fundamental” que os recursos investidos no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) sejam “devidamente”
gastos.
Na cerimônia de sorteio de municípios a
serem fiscalizados pela Controladoria Geral da União (CGU), exclusivamente quanto à aplicação
de recursos do PAC, a ministra destacou que a utilização de
dinheiro público em obras de saneamento e habitação
do programa deve ser feita “sem critérios pessoais ou
políticos”.
“É
fundamental a destinação de recursos para uma obra com
início, meio e fim e que não seja interminável.
Esse monitoramento é imprescindível. Não
deixemos que esses recursos escoem para outros bolsos.”
Para
Dilma, o país já deu passos “bastante sólidos”
para seu fortalecimento institucional e a CGU – que fiscalizará os 50 municípios
sorteados hoje – representa “um dos pilares sobre os quais se
estrutura a coisa pública”.
O
ministro da CGU, Jorge Hage, avaliou que o sorteio promovido pela
Caixa Econômica Federal é “especial” por
diferenciar-se das outras 26 edições, já que a fiscalização acontecerá apenas em obras do
PAC. “São
obras de saneamento e de habitação, pulverizadas em
diversas localidades onde a interferência do governo federal
tem limites”, disse.
Ele
afirmou que o trabalho de fiscalização começa
dentro de duas semanas, depois que material
referente a cada município for analisado. De 2003 até hoje, a CGU realizou 14.378 ações de
controle. A maioria das irregularidades, segundo Hage, correspondem a
notas fiscais frias e documentos falsos apresentados durante o
processo de licitação.
A
presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda
Coelho, lembrou que o primeiro sorteio para a fiscalização
de repasses públicos aos municípios ocorreu em abril de
2003 e que a medida representa “um exemplo da boa prática de
acompanhamento, que dá garantia aos recursos públicos.”
Já
o ministro das Cidades, Márcio Fortes, alertou que é
preciso ter “cuidado” na destinação de “cada
centavo” para programas do governo federal. Para ele, o sorteio de
municípios a serem fiscalizados sob a ótica específica
do PAC deve se repetir, para que as obras sejam realizadas “com
inteiro e total respeito à Constituição”.
“Para
evitar erros, não basta só ter um bom projeto. É
preciso que todos os aspectos da legalidade sejam atendidos, para que
não haja nenhum mal-entendido que venha a comprometer os
processos de licitação", disse Fortes.
O universo do sorteio compreende cerca de 3
mil municípios brasileiros com população de até
500 mil habitantes (exceto as capitais) beneficiados pelo PAC, nas
áreas de saneamento e habitação. Estão
excluídos todos os municípios do estado
de Minas Gerais; além de Angra dos Reis, Belford Roxo e Cabo
Frio, no Rio de Janeiro; e Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito
Santo.
Essas localidades, de acordo com a CGU, já estão sendo fiscalizadas em outra linha de trabalho também relacionada ao PAC.
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