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Rio de Janeiro - O médico Joaquim Ribeiro Filho negou hoje (13) que tenha cometido qualquer tipo de fraude na fila de transplantes de órgãos. Ele foi interrogado pelo juiz Federal Lafredo Lisboa. O médico esclareceu para o juiz o sistema da fila de transplantes, apontando os critérios existentes para as cirurgias e sustentou que não houve privilégios para determinados pacientes na ordem da fila. O advogado Paulo Freitas, que defende o médico, classificou de levianas e distorcidas as acusações feitas pelo superintendente da Polícia Federal no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, de que seu cliente tivesse pedido R$ 250 mil para realizar um transplante de fígado. “Foi uma afirmação leviana. Basta notar que em momento algum isso foi indagado durante o depoimento. Não consta da acusação. Foi uma afirmação distorcida da Polícia Federal, que induziu a sociedade e a opinião pública contra o meu cliente. É um fato gravíssimo, que não tem respaldo em nenhum elemento nos auto", disse Freitas.
Também foi interrogado hoje o médico Eduardo de Souza Fernandes, que faz parte da equipe de transplante de fígado do Hospital do Fundão. Eles foram presos durante a operação Fura Fila, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 30 de julho.
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