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13 de Agosto de 2008 - 14h42 - Última modificação em 13 de Agosto de 2008 - 14h44


Indicada para diretoria da Anatel garante que tem competência para ocupar cargo

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A assessora da presidência do Senado, Emília Ribeiro, indicada para integrar o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse hoje (13) que o seu currículo é adequado para ocupar o cargo, ao contrário do que afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) no seu relatório.

“Respeito a opinião do senador,  mas quem vai determinar é o meu comportamento, a minha resposta, o que eu tenho a dar. O meu conteúdo, o meu conhecimento e a minha vida que eu tenho, de quase 30 anos de serviço público. Tenho uma experiência no Conselho Consultivo [da Anatel] que não é desprezível”, afirmou.

Emília disse que não ficou decepcionada com o resultado da reunião da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que adiou a análise da indicação de seu nome. “É isso mesmo que tem que ser, [a indicada] tem que ser sabatinada, questionada, tem que mostrar que tem competência, e o Senado está certo, esse é o papel da Comissão”.

Apesar de várias críticas dos senadores, a assessora garante que não se sentiu constrangida durante a sessão. "Estou muito satisfeita, e me sinto mais forte”. Ela disse que seu nome não é uma indicação apenas do senador José Sarney (PMDB-AM), como foi mencionado durante a reunião, mas de todos os líderes do PMDB.

A indicada não quis comentar sobre a relação de sua indicação e a aprovação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que permite que uma empresa do setor seja detentora de mais de uma área, o que é proibido atualmente pela legislação do setor. As mudanças são  necessárias para permitir a fusão entre as empresas Brasil Telecom e Oi. “Eu não estou na Anatel, hoje o processo já está todo em andamento”, disse.

Durante a sessão, Sérgio Guerra criticou a pressa do governo na indicação de Emília, que, segundo ele, estaria relacionada com a aceleração da aprovação do PGO. Ele também censurou a Anatel por permitir que a fusão das empresas fosse realizada antes das alterações necessárias no setor de telecomunicações. “Não faz sentido organizar um negócio, com financiamento de banco público, para depois fazer uma mudança na legislação para que esse negócio seja legalizado”, reclamou Guerra.

A indicação de Emília Ribeiro deverá ser analisada pela Comissão de Infra-estrutura, que também fará a sabatina da indicada na próxima semana.



 


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