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Brasília - A Câmara dos
Deputados aprovou há pouco projeto de lei que amplia, em
caráter facultativo, a licença-maternidade de 120 para 180 dias. Para fazer com que o benefício atinja o maior
número possível de trabalhadoras, a proposta garante
incentivo fiscal ao empregador que conceder mais dois meses de
licença para suas trabalhadoras.
A proposta, de autoria
da senadora Patricia Sabóia (PDT-CE), agora vai à
sanção presidencial, já que foi aprovada também
no Senado. O projeto cria o Programa Empresa Cidadã, por meio
do qual empresas privadas poderão, voluntariamente, conceder
licença maternidade de 180 dias. Em compensação,
elas terão o direito de descontar no Imposto de Renda da
Pessoa Jurídica o valor integral dos salários pagos à
trabalhadora pelos dois meses a mais que ela ficar cuidando do filho
recém-nascido.
De acordo com o projeto, a prorrogação
da licença também será garantida, na mesma
proporção, à empregada que adotar ou obtiver
guarda judicial para fins de adoção de criança.
A empregada de empresa que aderir ao Programa Empresa Cidadã
tem direito a requerer a prorrogação até o final
do primeiro mês após o parto.
A deputada Rita Camata
(PMDB-ES), uma das parlamentares que mais lutou pela aprovação
do projeto, disse que a ampliação da licença-maternidade é de grande significado para as mulheres e para as
crianças, que vão poder ficar mais tempo ao lado da
mãe. "É uma grande conquista para as mulheres e
para os bebês".
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