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Rio de Janeiro - A inclusão da
Usina Nuclear de Angra 2 entre as melhores do mundo, segundo o
ranking da Associação Mundial dos Operadores
Nucleares (Wano, da sigla em inglês), é resultado de um trabalho muito forte, feito em equipe por seus empregados. A afirmação é do superintendente de Operações de Angra 2, Antonio
Carlos Mazzaro. A usina ficou acima da média em oito dos 13
itens usados para comparar o desempenho de usinas
nucleares nos últimos 36, 24, 18 e 12 meses.
Em índices como segurança
industrial e rede elétrica externa, Angra 2 mostrou a melhor
performance em sua categoria, informou a Eletronuclear, estatal que
administra e opera as unidades da Central Nuclear Almirante Álvaro
Alberto, localizada em Angra dos Reis, no litoral fluminense.
Em entrevista à Agência
Brasil, Mazzaro disse que o destaque dado a Angra 2 mostra que p
país está “no caminho correto em termos de operação
de uma usina nuclear desse porte”. O ranking da Wano reforça
não só as condições positivas de
operação, mas também de sustentabilidade e de
segurança da usina brasileira, ressaltou.
Segundo ele, a prioridade na
operação da usina é sempre segurança, e
isso está surtindo efeitos positivos. “Em tudo que fazemos
aqui, do trabalho rotineiro mais simples até os mais
complexos, a prioridade é segurança. E está
comprovado que, nos indicadores relacionados à segurança,
estamos num patamar muito bom, comparável e até melhor
que as melhores usinas do mundo.”
Angra 2 opera atualmente com 100% de
potência, gerando 1.350 megawatts (MW) de energia elétrica.
Junto com Angra 1, a usina responde pelo abastecimento de 50% da
energia elétrica necessária para o estado do Rio de
Janeiro. Quando Angra 3 for concluída, deverá somar
mais 1.400 MW de potência à energia gerada. “As três
usinas juntas deverão gerar energia suficiente para suprir 80%
das necessidades do estado do Rio de Janeiro”, afirmou Mazzaro.
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