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Brasília - A Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) prepara uma mobilização nacional pela implantação
imediata do piso nacional para os professores. O
projeto de lei foi sancionado em julho, mas a constitucionalidade de alguns
pontos da matéria tem sido questionada por entidades que
representam os secretários de educação.
A primeira estratégia
da CNTE é incentivar professores de todo país a
enviarem cartas aos governadores e prefeitos para que a lei seja
colocada em prática o mais rápido possível. Em
reunião no início do mês, o Conselho Nacional de
Secretários de Educação (Consed) levantou a
possibilidade de governadores entrarem com ações de
inconstitucionalidade contra o projeto.
“Esse é o
começo de uma mobilização para que o piso se
efetive na prática”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto
Leão, em entrevista à Agência Brasil. Na próxima
semana, haverá uma reunião executiva da entidade para
definir as próximas estratégias.
“Os professores não
podem baixar a guarda, precisamos continuar lutando porque as pessoas
ainda não se convenceram que a educação deve ser
prioridade não só no palanque”, defendeu Leão.
Sobre a movimentação
dos secretários de educação contra o projeto de
lei aprovado, Leão afirmou que “a negociação
já foi feita durante 14 meses”, tempo de tramitação
do PL no Congresso Nacional, e que agora a discussão é
sobre “a implantação completa do piso”.
O processo de
mobilização será discutido com cada estado. De
acordo com Leão, os professores do Rio Grande do Sul fazem
amanhã (15) um dia de paralisação em defesa do piso.
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