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14 de Agosto de 2008 - 12h19 -
Última modificação
em 14 de Agosto de 2008 - 12h37
Ministro nega epidemia de infecções hospitalares provocadas por micobactérias
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, dá entrevista a emissoras de rádio nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação
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Brasília - O
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, negou
hoje (14) que o país enfrente uma epidemia de infecções
hospitalares provocadas por Micobactérias de Crescimento
Rápido. O contágio ocorre durante a realização
de procedimentos cirúrgicos e pode provocar, por exemplo, cegueira, surdez e
trombose.
Desde
2003, já ocorreram 2025 casos de infecções, além
de mais três em investigação no momento, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Não
existe epidemia nenhuma. Existem casos isolados, em determinados estados e hospitais, que estão sendo analisados. Possivelmente, por não
atenderam com rigor às exigências da legislação.”
Temporão
avaliou que as normas estabelecidas pela Anvisa são “muito
criteriosas” no que diz respeito aos procedimentos de desinfecção
e esterilização de materiais usados em cirurgias, ao
participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o
programa Bom Dia, Ministro.
“A
Anvisa está monitorando e já soltou um alerta nacional.
É importante que as pessoas estejam conscientes e conversem
com seus médicos sobre a qualidade do hospital onde
pretendem fazer uma cirurgia eletiva, e [verifique] se a unidade cumpre com rigor as
exigências legais.”
Na última
segunda-feira (11), a Anvisa divulgou que pretende limitar o número
de procedimentos cirúrgicos diários, especialmente os
que usam pequenas câmeras de vídeo introduzidas nos
pacientes. A medida deve ser adotada em todos os serviços de
saúde do país para reduzir o número de infecções
pós-cirúrgicas por Micobactéria de Crescimento
Rápido, relacionadas a problemas na limpeza dos instrumentos. A finalidade é padronizar os procedimentos. Porém, ainda não há uma data definida.
De
acordo com o órgão, a aparelhagem, até então,
vinha sendo apenas desinfetada – procedimento que dura em torno de
30 minutos – e não esterilizada – procedimento recomendado
e que dura cerca de 10 horas.
Em 72% dos casos registrados pela agência, a bactéria
se desenvolveu após cirurgias abdominais, videolaparoscopia,
redução de duodeno e retirada de lipomas – sempre em
procedimentos que utilizam câmeras de vídeo ou
aparelhagem similar. Não há registro de casos
provocados por exames e procedimentos de diagnóstico.
A Anvisa
também sugere que os serviços de saúde que optem por outras substâncias para esterilizar os equipamentos e não
mais o glutaraldeído 2% (mais usado atualmente), porque a
bactéria tem demonstrado resistência ao produto.
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