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Brasília - As presidências do Conselho da Justiça Federal (CJF) e do Conselho
Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) se negaram hoje (15) a
comentar medidas administrativas adotadas este ano para determinar
pagamento aos juízes de auxílio-moradia retroativo ao
período de setembro de 1994 a dezembro de 1997. Segundo
reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, somente para os
magistrados trabalhistas a soma das parcelas devidas custará
mais de R$ 1 bilhão aos cofres da União. A determinação
dos conselhos vale para aposentados que estavam em atividade na
ocasião, pensionistas, para os já extintos juízes
classistas e mesmo para quem residia em imóvel próprio na mesma cidade em que
trabalhava.
A
assessoria de imprensa do CJF alegou que a decisão foi
tomada em 7 de março, na gestão anterior, e que o
atual presidente, ministro Cesar Asfor Rocha, não iria se
pronunciar. No CSJT, a informação repassada pela
assessoria foi de que a direção do órgão
não teria nada a acrescentar em relação às
justificativas do pagamento que constam no ato, de 1º de
julho, que estendeu os efeitos da decisão do CJF. No
documento, o ministro Rider Nogueira de Britto, presidente do CSJT,
destaca "o papel uniformizador” do órgão.
A
reportagem do jornal paulista informa que alguns tribunais já
inciaram os pagamentos retroativos. Na primeira parcela paga pelo
Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, foram gastos
mais de R$ 7 milhões: R$ 573 mil para sete beneficiários
que ainda estão na ativa, mais R$ 4,3 milhões para 37
inativos e outros R$ 2,3 milhões para pensionistas. No
Tribunal Superior do Trabalho (TST), a conta ficou em R$
343,87 mil para 20 ministros na ativa e R$ 586,24 mil para 34
inativos e pensionistas. A previsão de gastos acima de R$ 1
bilhão em todo o país tem por base o valor médio
de R$ 350 mil a ser pago a desembargadores ativos e inativos dos 24 Tribunais Regionais
do Trabalho. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, informou, em nota, que o assunto será debatido e deliberado na próxima reunião do Conselho Federal da entidade, que ainda não tem data marcada.
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