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15 de Agosto de 2008 - 18h26 - Última modificação em 15 de Agosto de 2008 - 18h26


Desmatamento na Amazônia cai 60% em julho em relação a junho, confirma Minc

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Meio Ambiente, Calos Minc, confirmou hoje (15) a redução de 60% no desmatamento da Amazônia no mês de julho deste ano, em relação a junho, conforme ele havia antecipado nesta semana. Na comparação com julho do ano passado, a queda é maior, ficando entre 60% e 70%. No entanto, os números oficiais sobre  a devastação na região só serão anunciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) no final do mês.

Minc disse que parte dessa queda pode ser atribuída ao aumento da fiscalização, com a atuação mais intensa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o reforço das presenças do Exercito e da Aeronáutica na região e com a estratégia de fiscalização nos entroncamentos rodoviários. Ele também citou como causa da redução do desmatamento os diversos acordos feitos pelo Ibama com setores produtivos.

“Nós temos o que comemorar.  Em julho, que é um mês terrível por ser de estiagem, nós tivemos uma queda no desmatamento de praticamente 60% em relação ao mês anterior”, disse Minc. “Uma coisa importante", acrescentou, "foi que nós fizemos acordos com os setores produtivos: fizemos acordo com o setor da soja, simplificando licença, avançando com o zoneamento ecológico. Eles não vão mais comprar soja de áreas desmatadas da Amazônia”.Minc ressaltou também o acordo feito com o setor exportador de madeira que atua na Amazônia e que só vai comprar madeira certificada.“Mas para isso nós vamos também dobrar a disponibilidade da madeira certificada para o setor, porque você não desmonta o tráfico da madeira ilegal sem aumentar a oferta da madeira originada de plano de manejo.”

Acordo semelhante, lembrou o ministro, foi feito com a Vale com relação ao minério de ferro. “A empresa não mais vai vender minério para carvoarias que estejam embargadas pelo Ibama”.

Na avaliação do ministro, porém, só a fiscalização não resolverá o problema do desmatamento na Amazônia. “Essa idéia do consumidor entrando na educação ambiental também é importante. Nós queremos exatamente fortalecer essa questão da consciência ambiental. É preciso fortalecer essa idéia, porque não é com o fiscal do Ibama e da Polícia Federal que você diminui o desmatamento da Amazônia.”

As declarações do ministro do Meio Ambiente foram dadas na sede da Petrobras, no centro do Rio, onde ele participou da solenidade de lançada da nova etapa do Programa Petrobras Ambiental.



 


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