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Brasília - O deputado Dagoberto (PDT-MS), que lidera um movimento para retirar o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS)
da presidência do Conselho de Ética da Câmara, por causa de declarações à imprensa defendendo o fim do órgão, vai reforçar o pedido na
quarta-feira (20) ao presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia
(PT-SP).
“Vou fazer um apelo ao presidente Arlindo Chinaglia,
porque não se pode permanecer na situação de desmoralização que se
encontra o conselho. Isso deixa o órgão muito vulnerável. Se o Chinaglia não der uma solução para a presidência do
conselho, eu tenho muita dificuldade para ficar no órgão e vou pedir ao meu partido para sair”, disse Dagoberto.
Na última quarta-feira (13), Dagoberto e Moraes
bateram boca durante reunião do conselho por causa da entrevista. O deputado José Carlos Araújo (PR-BA) foi o primeiro a
criticar a entrevista do presidente do conselho. Outros deputados
também condenaram as declarações de Moraes.
O pedetista informou que pediu esta semana ao
líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), que substituísse
Moraes no conselho. O líder do PTB não
concordou com o apelo e pediu mais uma chance para Moraes, além de
prometer conversar com ele sobre sua conduta à frente do colegiado. O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo
de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) no conselho, discorda das colocações de Moraes sobre o fim do conselho. “A democracia
dá abertura para tudo, mas discordo plenamente da opinião dele”.
Segundo Piau, mesmo com toda a deficiência existente, como não ter poderes para convocar testemunhas ou para quebrar sigilos, o
conselho é necessário. “Deveríamos era aperfeiçoá-lo e não propor sua
extinção”, defendeu.
Mesmo discordando do presidente do conselho, Piau não concorda com sua saída. "As declarações dele foram um ato de infelicidade,
mas não considero motivo para pedir a cabeça dele”, disse.
O deputado Sérgio Moraes disse que vai resistir ao pedido para que se afaste do cargo. “Não renuncio, não retiro nada do que eu disse e se o
Dagoberto achar que devo sair do conselho, o problema é dele. O
Dagoberto é que nem o quero quero [um pássaro], faz o ninho num lugar do
campo e canta em outro”, afirmou o parlamentar.
Segundo Sérgio Moraes, o deputado Dagoberto quis
tumultuar a sessão do conselho que ia tomar o depoimento do delegado
Rodrigo Levin, encarregado da Operação Santa Tereza, que investiga desvio de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “numa manobra
para proteger o Paulinho, que é do partido dele".
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