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Rio de Janeiro - O traficante Luiz
Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está sendo julgado
hoje (15) no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, pela juíza
Maria Angélica Guerra Guedes, por associação ao
tráfico. No início da audiência, a juíza
aceitou o pedido do advogado de Beira-Mar, Francisco Santanna, para
que seu cliente não usasse algemas.
Antes do início do
julgamento, Francisco Santanna afirmou que iria fazer o pedido à
juíza, alegando que o traficante tem os mesmos direitos do
ex-banqueiro Salvatore Cacciola. "A única
diferença é que ele nasceu em berço de ouro,
mora em mansão e é rico. Fernandinho Beira-Mar é
negro, nasceu na favela e mora na cadeia. Mas o direito é o
mesmo".
Fernandinho Beira-Mar
chegou algemado ao Tribunal de Justiça, no Centro do Rio, por
volta das 7h da manhã. Cerca de 15 policiais federais
fazem a segurança no andar do edifício onde ocorre o
julgamento. Ele chegou ontem ao Rio de Janeiro, vindo do Presídio
Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul e ficou na sede da
Polícia Federal, no Centro do Rio.
Fernandinho Beira Mar
foi denunciado pelo Ministério Público em 2000, com
outros oito réus. Um deles, Charles Silva Batista, o Charles
Lixão, foi denunciado por tentativa de homicídio. Ele é
acusado de ser o mandante dos disparos contra policias em 24 de maio
de 1996 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Beira-Mar faz parte da
denúncia, segundo o Tribunal de Justiça, por participar
da mesma organização criminosa de Charles do Lixão.
Em depoimento, Fernandinho Beira-Mar disse que estava em Belo
Horizonte fazendo um curso pré-vestibular em 24 de maio de
1996 e por tanto não poderia ter participado do crime em
questão.
O promotor do caso, no
entanto, explicou aos sete jurados que o crime por associação
ao tráfico é um crime permanente, e não apenas
um ato momentâneo e definido no tempo, como um homicídio.
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