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Boa Vista (RR) - A
Marcha a Roraima, composta por produtores rurais de Mato
Grosso, distribuídos em 30 caminhonetes, conseguiu furar um
bloqueio, formado por índios, missionários e
trabalhadores sem-terra, e chegou, por volta das 21h de ontem
(15) a Boa Vista.
Juntamente com
produtores rurais da Bahia, que também vieram à
capital, a marcha presta apoio aos produtores de arroz da Terra
Indígena Raposa Serra do Sol, e também protesta contra
a intervenção de organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, que atuam na região.
O bloqueio, que tentou
impedir a chegada da marcha à capital de Roraima, ficou na
BR-174, a 54 quilômetros de Boa Vista, na altura do município
de Mucajaí. Indígenas, missionários e trabalhadores
rurais sem terra tentam impedir a passagem da caravana, queimando
pneus, árvores e lixo, mas os produtores rurais conseguiram
se desviar do bloqueio, retornando alguns quilômetros e passando
por dentro de uma fazenda.
Hoje (16) pela manhã,
os integrantes da marcha estão reunidos no centro da cidade e
vão seguir para o município de Pacaraima, a 215
quilômetros de Boa Vista, munícipio que integra parte da
reserva da Raposa Serra do Sol. Na região, estará
esperando pela marcha o prefeito de Pacaraima, Paulo César
Quartieiro, um dos principais produtores de arroz que ainda estão
na terra indígena. No município,
destino final da Marcha à Roraima, as últimas
manifestações vão ser feitas na praça da
cidade.
A Polícia
Rodoviária Federal informou que vai acompanhar o trajeto da
marcha até Pacaraima, para garantir a segurança dos
integrantes da marcha e evitar confrontos com opositores.
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