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17 de Agosto de 2008 - 17h15 - Última modificação em 17 de Agosto de 2008 - 17h15


Criação da “Petrosal” é válida se não for só para fazer licitação, diz Pinguelli Rosa

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A idéia de criar uma estatal para gerenciar a exploração de petróleo na camada pré-sal é válida desde que não seja para fazer o que a Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) já faz, na opinião do ex-presidente da Eletrobrás e diretor da Coordenação dos Projetos de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa.

“A idéia da criação dessa nova estatal não é um absurdo total desde que ela seja para fugir das licitações e poder contratar sempre a Petrobras como braço tecnológico do governo na região do pré-sal”, afirma. “Agora, se é para fazer licitação, mantendo o atual modelo, a criação da Petrosal é uma bobagem. Até porque isso a ANP já faz. Não vejo necessidade de dois órgãos fazendo”.

Para Pinguelli, no entanto, a “Petrosal” só tem sentido se for criada com o intuito de dar exclusividade da contratação dos campos da região à Petrobras.

Sobre a possibilidade de o acionista da Petrobras vir a perder dinheiro, Pinguelli é enfático: “Eu estou pouco me lixando para o investidor, se as ações vão cair ou não. Eu posso até ter alguma ação da Petrobras, mas o mais importante é o país e não o investidor”.

Em sua avaliação, qualquer que seja o modelo adotado, em princípio, o investidor terá perdas. “Se o governo aumentar a sua participação na renda para 80%, a projeção dos lucros, e conseqüentemente das ações da Petrobras, caem. E se ele [o governo] vier a assumir que a propriedade dos poços é da União, e que vai contratar uma empresa só dedicada ao pré-sal, contratando a Petrobras somente para explorar a área, as ações caem também”.



 


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