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Brasília - No projeto de Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO), publicado hoje (18)
pelo Diário Oficial da União, o Executivo se
compromete com a sustentabilidade da dívida pública e
com a conseqüente manutenção da trajetória
de queda da dívida em relação ao Produto Interno
Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país.
A perspectiva do governo federal é fazer
com que a relação dívida/PIB, registrada em
42,7% no final de 2007, caia gradativamente em 2008 e nos próximos
três anos, de modo a que a dívida líquida do
setor público consolidado (União, estados, municípios
e empresas estatais) termine 2011 equivalente a apenas 31,1% do PIB.
Para tanto, o governo federal reafirma o
compromisso com a responsabilidade fiscal como forma de contribuir
para a estabilidade macroeconômica e para o crescimento
sustentado com inclusão social. O objetivo, de acordo com a
LDO, é reverter a situação atual, em que os
resultados nominais do poder público são deficitários.
O projeto estima déficit de 0,28% em 2009, mas calcula que em
2010 os resultados nominais serão superavitários em
0,22%, passando para 0,77% em 2011.
O projeto de LDO lembra, contudo, que “as
projeções pressupõem a permanência de um
cenário externo relativamente favorável, em linha com o
previsto pelo mercado e por instituições
internacionais, sem a ocorrência de choques adversos que afetem
substancialmente a economia brasileira”.
Acrescida de uma gestão fiscal firme, essa
condicionante permite ao Executivo projetar parâmetros
macroeconômicos como crescimento real de 5% do PIB no próximo
triênio. Estima também reduções da taxa
básica de juros (Selic), atualmente de 12,75% ao ano, para
médias anuais de 10,63% em 2009, 10,02% em 2010 e 9,37% em
2011.
Segundo os parâmetros macroeconômicos
da LDO, a taxa de juros implícita sobre a dívida
líquida do setor público também deve cair para
12,7% em 2009, 12,2% em 2010 e 11,6% em 2011, em consonância
com leve crescimento de valorização do dólar
norte-americano, que deve fechar 2009 valendo R$ 1,85 e passar para
R$ 1,91 no encerramento de 2010 e R$ 1,94 no final de 2011.
A LDO também fixou em 2,85% do PIB a meta
anual de superávit primário (economia para pagamento
dos juros da dívida) do governo central (Tesouro
Nacional, Instituto Nacional de Seguridade Social e Banco Central) e
das empresas estatais. Isso significa economia de R$ 68,5 bilhões
(2,20% do PIB) do governo central e de R$ 20,2 bilhões (0,65%
do PIB) das estatais.
A meta para o superávit primário
consolidado, que inclui estados e municípios, sobe, no
entanto, para 3,80% do PIB, ou o equivalente a R$ 118,2 bilhões
no ano que vem. Caberá aos governos regionais economizar R$
29,5 bilhões, ou 0,95% de tudo que o país produzir em
2009. Caso essa economia não se concretize, o governo federal
deve completar o que faltar, de modo a garantir o equilíbrio
fiscal.
O título foi alterado.
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