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Brasília - Nove
meses depois da abertura do edital e após uma briga judicial
que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo conseguiu
licitar hoje (18) a Floresta Nacional do Jamari (RO),
primeira área de concessão florestal para manejo
sustentável do Brasil. As três áreas
licitadas, que somam 96 dos 220 mil hectares da unidade, renderão
R$ 3,8 milhões anuais aos cofres públicos e poderão
ser exploradas por 40 anos pelas empresas vencedoras da concorrência.
A Alex
Madeiras ganhou a concessão da unidade de manejo florestal I,
de 17 mil hectares, com o preço de R$ 759,7 mil por ano. A
unidade de manejo florestal II, de 33 mil hectares, vai ficar sob a
concessão da Sakura, que ganhou a licitação com
a oferta de R$ 1,6 milhão. A terceira e maior área licitada, de
46 mil hectares, ficou com a empresa florestal Amata, por R$ 1,3 milhão anual.
As
vencedoras da licitação poderão retirar madeiras
nobres e praticar atividades extrativistas, como a colheita de óleos,
sementes, resinas e outros. A abertura das unidades para ecoturismo e
esporte de aventura também estão previstas na
concessão.
De acordo
com o Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela
licitação, os recursos arrecadados ao longo da
concessão serão utilizados para fiscalização,
monitoramento e controle das áreas licitadas. A Lei de Gestão
de Florestas Públicas prevê o repasse de até 30%
do montante arrecadado para o SFB e para o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A outra
parcela, de pelo menos 70%, cabe ao Instituto Chico Mendes de
Conservação da Biodiversidade, responsável pela
gestão das unidades de conservação federais,
ao Fundo Nacional de
Desenvolvimento Florestal, ao estado de Rondônia e aos
municípios de Cujubim e Itapuã do Oeste,
onde se localizam as áreas manejadas.
O SFB recebeu 19 propostas de 14 empresas. De acordo com o órgão,
além do preço, a escolha das vencedoras levou em conta
critérios socioambientais, previstos no edital, que considerou
as propostas com maior benefício social, menor impacto
ambiental, maior eficiência e maior agregação de
valor local.
A
parte não licitada da Floresta do Jamari, 124 mil hectares,
será destinada ao uso comunitário, à
conservação integral e à mineração,
de acordo com o Plano de Manejo da unidade, aprovado pelo Ibama em
2005.
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