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Brasília - O diretor geral da
Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, anunciou hoje
(18) que em 15 dias a corporação vai se adequar às
normas impostas pela súmula do Supremo Tribunal Federal (STF)
que prevê o uso de algemas em casos excepcionais, e impõe
punições ao agente policial que cometer abusos.
Corrêa se reuniu
hoje com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir o
assunto.
“Vamos agora dentro
das técnicas que se possam utilizar fazer um escalonamento
para o necessário emprego da algema, observado a súmula”,
disse.
O diretor da PF disse
que pediu aos agentes que façam a interpretação
da súmula para decidir se é necessário algemar
ou não o preso.
Corrêa disse que
é preciso conciliar a súmula com a segurança das
operações. “Isso [segurança das operações]
significa a segurança do preso, a segurança policial e
de terceiros”, explicou.
O delegado lembrou que
como norma, os policiais do Brasil e do mundo usam algemas em suas
operações e que não há registros de
incidentes entre presos, policiais e terceiros pelo uso de algemas.
Ele alertou, no
entanto, que a falta de algemas pode colocar em risco a segurança
de todos os envolvidos na operação.
A súmula do
Supremo que restringe o uso de algemas foi aprovada na última
quarta-feira (13). A medida determina que a autoridade policial terá
de justificar por escrito o uso das algemas.
O título foi modificado.
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