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Brasília - O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, defendeu hoje (18), em discurso no
Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, no Uruguai,
a conclusão do processo de adesão da Venezuela ao bloco
econômico sul-americano, ainda este ano.
“O ingresso
definitivo da Venezuela dará vértebra à
integração sul-americana. Um Mercosul que se estenda do
Caribe à Terra do Fogo, com seu grande potencial produtivo,
sua capacidade energética e sua diversidade climática e
biológica, terá grande peso nas relações
internacionais”, afirmou.
Amorim participou do início dos
trabalhos da 12ª Sessão Plenária do Parlasul, e
apresentou o programa de trabalho da Presidência Pro Tempore do
Brasil no Mercosul.
Entre as propostas apresentadas pelo
chanceler brasileiro, está a eliminação da
cobrança dupla da Tarifa Externa Comum (TEC), apontada como
uma das prioridades da gestão brasileira, com a finalidade de
consolidar uma união aduaneira.
“A eliminação
da dupla cobrança de tarifas de importação entre
os países do Mercosul representará um avanço
excepcional para a consolidação interna do bloco.
Abrirá novas oportunidades para o desenvolvimento integrado
das cadeias produtivas regionais”, afirmou Amorim.
Para o
ministro, essa mudança na política de tarifas de
importação de produtos vai ter efeitos positivos no
comércio do Mercosul e deve facilitar as negociações
com outros grupos, como a União Européia, e em fóruns
internacionais, como a Organização Mundial do Comércio
(OMC).
Outro ponto enfatizado pelo ministro é a superação
das assimetrias entre os países membros. O chanceler disse que
a Presidência Pro Tempore vai discutir a criação
de um plano estratégico para a superação das
assimetrias, além de avançar nas discussões
sobre um Fundo de Apoio a Pequenas e Médias
Empresas.
“Queremos um Mercosul equilibrado, benéfico
para todos, em que as assimetrias entre os seus membros sejam cada
vez menores. É nosso compromisso lutar para superá-las”,
garantiu Celso Amorim.
O chanceler destacou a atuação
do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento
Institucional do Mercosul (Focem), que hoje já apóia 23
projetos, somando US$ 130 milhões. De acordo com Amorim, até
o final de 2008, as contribuições dos Estados partes
para o fundo devem chegar aos US$
225 milhões.
O ministro também defendeu a
implementação de um sistema de pagamento em moedas
locais, que será testado a partir de setembro deste ano entre
o Brasil e a Argentina.
Entre os temas que devem ser discutidos e
votados na 12ª Plenária do Parlasul estão o
tráfico de pessoas, o combate à desertificação
do solo, o uso de pneus remodelados, as barreiras sanitárias
para a carne bovina brasileira por parte da União Européia
e a situação das ilhas Malvinas.
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