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18 de Agosto de 2008 - 19h16 - Última modificação em 18 de Agosto de 2008 - 19h16


Defesa Civil vai interditar teatro que pegou fogo em São Paulo

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Defesa Civil de São Paulo deve interditar oficialmente o Teatro Cultura Artística, na região central da cidade, amanhã (19). Segundo a assessoria do órgão, embora o teatro já tenha sido fechado em caráter preventivo devido ao risco de desmoronamento, os administradores do local ainda têm que ser notificados e assinar o auto de interdição. Ainda não há definição sobre o que será feito com o que restou da estrutura do prédio.

Tradicional espaço artístico da capital paulistana, o teatro foi parcialmente destruído por um incêndio na madrugada de ontem (17). Segundo o coronel João dos Santos Souza, do Corpo de Bombeiros, a hipótese de que o fogo tenha sido provocado por um balão ainda não foi descartada.

“Ontem pela manhã estivemos aqui e até mesmo alguns repórteres puderam constatar que passavam muitos balões por cima da cidade. Não confirmo se foi isso, mas esta pode ser uma das causas”, declarou Souza.

Segundo o coronel, o prédio havia passado pela inspeção dos Bombeiros. “O prédio está aprovado conforme as regras do Corpo de Bombeiros e tem o auto de vistoria. Eu tenho aqui comigo a cópia [do documento].”

O coronel negou que tenha faltado água durante a ação dos bombeiros, mas confirmou que não foi possível utilizar o hidrante que fica na frente do teatro. Segundo ele, não houve como acoplar a mangueira ao equipamento.

Acionados por volta das 5h de ontem (17), os bombeiros levaram mais de três horas para controlar as chamas que destruíram a sala Esther Mesquita, de 1156 lugares. A sala Rubens Sverner ficou completamente alagada. Todo o figurino de duas peças que estavam em cartaz foi destruído. Dois pianos, mesas de som e de luz e outros equipamentos também foram completamente danificados.

O teto desabou enquanto os bombeiros tentavam controlar o fogo. “Foi um absurdo, caiu tudo, tivemos que retirar os bombeiros de dentro do local e começar a fazer o combate externo”, disse Souza.

Na fachada do prédio, inaugurado em 1950, permaneceu intacto o mosaico do artista plástico Di Cavalcanti, instalado em um painel de 48 metros de largura por 8 metros de altura.

 


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