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18 de Agosto de 2008 - 21h42 - Última modificação em 18 de Agosto de 2008 - 21h42


Convocação das Forças Armadas para eleições no Rio é "necessária", diz presidente do TSE

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, confirmou hoje (18) que deve pedir o apoio das Forças Armadas para garantir a segurança nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Para Britto, que se reúne esta semana com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Tarso Genro, para tratar do assunto, o uso de tropas é necessário.

“Eu apenas ainda não tenho condições, operacionalmente falando, para assinar o ofício requisitório, mas tudo se encaminha para isso”, disse Britto, após participar do 7º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Britto classificou como “extremamente preocupante” as denúncias e notícias que dão conta de que grupos de milicianos e de traficantes de drogas estariam custeando ou colaborando com as campanhas de candidatos à prefeitura e à Câmara de Vereadores.

“E para fazê-lo, com eficácia, impedem a campanha dos outros candidatos, monopolizam espaços de propaganda eleitoral, intimidam as comunidades em que atuam, inclusive com a bravata de que a urna eleitoral possibilita saber quem votou em quem”, explicou.

De acordo com o ministro, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, Roberto Wider, deve concluir ainda esta semana o mapeamento das zonas eleitorais mais vulneráveis à influência dos criminosos.

“A partir daí, se fizermos a requisição de forças, e tudo faz crer que será necessário, a coalizão de forças se dará sob o comando operacional das Forças Armadas, sob a coordenação do TSE, do TRE e dos juízes eleitorais [responsáveis por cada zona de votação]”.

Se realmente se concretizar, o pedido será assinado pelo próprio Britto e apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o ministro, não tem que assinar a autorização, mas sim encaminhá-la ao setor competente das Forças Armadas.




 


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